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Política

O rato conseguiu escapar

O rato conseguiu escapar

Paulo Salim Maluf, este é o nome do rato que conseguiu escapar. Um roedor paulista, nascido no dia 03 de setembro de 1931. O resistente gatuno Paulo Maluf, de boa raça, passou incólume por cinco tocas: ARENA (1967-1979), PDS (1980-1991), PPR (1992-1994), PPB (1995-2002) e PP (2003 até a atualidade). A sua quinta toca, o Partido Progressista (PP), abriga o maior número de políticos corruptos (33 rapinantes) envolvidos no mega esquema de corrupção engendrado na Petrobras, conhecido como Petrolão, todos com pedidos de abertura de inquérito solicitados pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) – dessa toca suprema muitos dos quais fugirão por caminhos subterrâneos.

O salteador Maluf está no lugar certo, no partido certo. Próximo de completar 87 anos, o ladrão Paulo Maluf tem muito que comemorar. É um ladravaz abençoado pelo Diabo; sempre soube driblar a Justiça; roubou com as duas patas; roeu os cofres públicos como se fossem pedaços de queijo de Zasavica, saboreando cada mordida. O ratoneiro Paulo Maluf gaba-se de nunca ter experimentado os majestosos aposentos dos hotéis prisionais, onde se encontram cerca de 730 mil brasileiros comuns – terceira maior população carcerária do mundo. O pouquíssimo tempo que ficou recolhido em celas especiais lhe serviu para treinar habilidades matreiras enquanto hóspede importante.

Ao malandro Maluf dispensa-se a apresentação de currículo; rapinador de carteirinha. Pelo seu elevado nível de profissionalização, o mão-leve Paulo Maluf recebeu um valoroso prêmio das mãos do ministro Édson Fachin (STF), o direito de cumprir a sua pena em prisão domiciliar, escapando do regime fechado no presídio da Papuda, em Brasília, onde o furtador se encontrava. Por lá, teve gente que achou que o larápio Maluf fosse ficar por 07 anos, 09 meses e 10 dias, cumprindo pena em regime inicialmente fechado. O relator da ação penal contra Maluf no STF, Édson Fachin, monocraticamente e por meio de ato de ofício, comunicou ao plenário, na sessão desta quinta-feira, 19/04/2018, a sua decisão.

O deputado artista foi condenado pela Primeira Turma do STF numa terça-feira, 23 de maio de 2017, somente pelo crime de Lavagem de dinheiro, uma vez que o crime de Corrupção passiva prescrevera. Na ação, o mequetrefe Maluf também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 1,3 milhão e à perda do mandato. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM-RJ, afastou na segunda-feira, 19/02/2018, Paulo Maluf do mandato parlamentar; o despacho foi publicado numa edição extra do Diário da Câmara.

O rato Maluf, segundo o Ministério Público Federal, tentou ocultar o dinheiro desviado das obras da Avenida Água Espraiada, hoje chamada Avenida Roberto Marinho, construída pelo consórcio OAS/Mendes Júnior. Os atos criminosos foram praticados quando o velhaco ainda era prefeito da cidade de São Paulo, no período de 1993 a 1997 – veja como a Justiça brasileira é lenta, extremamente lenta, quando se trata de punir gente rica, poderosa e do mundo político. Recursos atrás de recursos dos mais variados e formas possíveis que só incentivam as práticas corruptas. Até quando?

Édson Fachin determinou a imediata execução da sentença (07 anos, 09 meses e 10 dias de prisão) imposta ao canalha Maluf (PP-SP) em decorrência do crime de Lavagem de dinheiro, ato tomado na terça-feira, 19 de dezembro de 2017, após rejeitar recurso impetrado pela defesa do parlamentar corrupto e escorregadio. Da sua condenação pela Primeira Turma até o pedido de prisão imediata passaram-se 07 (sete) meses – faz juz ao título “Terça-feira sem Lei”. Na quarta-feira, 20, o espertalhão se entregou à Polícia Federal em São Paulo, sendo levado na tarde da sexta-feira, 22, para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ficou por apenas 03 (três) meses e 05 (cinco) dias – o desgraçado do Maluf deixou a penitenciária da Papuda na noite de terça-feira, 27 de março de 2018, dando entrada no hospital Home, também em Brasília. Novamente uma terça-feira assombrando! Descobriu-se no Brasil uma nova modalidade de enriquecimento rápido (e também ilícito em razão da origem do dinheiro dos honorários): basta ser advogado de político corrupto.

Desde 2010 o patife Maluf está na lista de procurados da Interpol, sendo incluído no sistema de “alerta vermelho” pela Procuradoria de Nova York, com ordem de prisão válida para 181 países, uma vez que boa parte do dinheiro desviado das obras de construção da Avenida Água Espraiada passou pelo sistema bancário norte-americano antes de chegar ao paraíso fiscal da Ilha Jersey, no Canal da Mancha, próximo à Inglaterra. É importante lembrar que em junho de 2017 a Corte de Apelações de Paris condenou o mariola Paulo Maluf a 03 (três) anos de prisão e multa de 200 mil Euros por Lavagem de dinheiro em território francês – a sua mulher Silvia Maluf e o seu filho mais velho Flávio Maluf também foram condenados. Todos os três foram acusados de enviar o dinheiro ilícito para empresas Offshore e contas secretas em bancos internacionais. A sentença da Justiça francesa menciona as obras do túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada, ambas sob fortes suspeitas de superfaturamento. Uma ideia surgiu nesse momento: Que tal transferirmos o STF para a França e darmos a esse país europeu o poder de nomear os ministros? O biltre do Paulo Maluf certamente não seria transferido porque está bem protegido na toca de ratos de igual estirpe.

O ladravão Paulo Maluf encontra-se internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sem previsão de alta. Segundo o último boletim médico, divulgado nesta terça-feira, 17/04/2018, o ventanista deputado se submete a tratamento contra um câncer de próstata, que está em estágio evoluído, com metástase. Quantos dos 730 mil presos comuns estão com câncer em estágio evoluído? Quantos desses presos comuns não sabem que estão com câncer em estágio evoluído porque não têm acesso ao Hospital Sírio-Libanês?

Às favas as questões humanitárias e os problemas de saúde. O diabólico Paulo Maluf, mesmo com câncer, continuava roubando. A ratazana do Maluf nunca pensou nisso quando pilhava os cofres públicos; jamais levou em consideração as questões humanitárias da população carente de São Paulo; em tempo algum imaginou os problemas de saúde dos que buscavam, em vão, atendimento médico na rede estadual de saúde. Ladro safado, lapim ordinário.

O rato conseguiu escapar, mais uma vez, é esperto. Da bazófia de ontem, à imagem de velho decrépito de hoje. Vai ser artista assim na PQP, lapinante desgraçado, pilhante contumaz, roubador de sempre, malandréu FDP. Os advogados da besta Maluf devem tê-lo aconselhado: “Não pinte mais o cabelo, use bengala e crie dificuldades para andar, fale coisas desconexas, dê uma de inválido, faça cocô nas calças”.

Disse o escamoteador Paulo Maluf na sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, numa quarta-feira, 12/07/2017, quando começou o debate dos parlamentares sobre a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo crime de Corrupção passiva: “Tenho autoridade para julgar esse homem correto, decente, honesto, que está sendo acusado de maneira absolutamente imprópria. […] O presidente Michel Temer é vítima, é vitima de um complô, pois os criminosos não estão no Palácio do Planalto não, os criminosos são aqueles que assaltaram a nação. […] Voto com convicção de que essa denúncia é uma denúncia vazia. Michel Temer é um homem correto. Não adicionou uma propriedade ao seu patrimônio com dinheiro público. Ele é um homem pobre, um patriota, está tentando consertar o que foi feito nesse país”. Ave de rapina, corrupto, símbolo da impunidade; você é tudo isso Paulo Maluf. Quero que você se pronuncie quando o MPF fizer a terceira denúncia contra o corrupto do Michel Temer, seu parceiro em tramóias.

Concordo com o malandrim Paulo Maluf quando afirmou “Os criminosos são aqueles que assaltaram a nação”, querendo se referir aos donos da JBS. Neste conceito o rapace Maluf também se enquadra, – mas só que ficará em casa, depois da alta hospitalar, assistindo ao circo pegar fogo –, bem como outros tantos políticos devassos. Todos nós estamos submetidos às garras das Leis, mas só que as Leis do Brasil não conseguem agarrar todo mundo com a mesma força.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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