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Esportes

Copa do Mundo FIFA 2018

Copa do Mundo FIFA 2018

De 14 de junho a 15 de julho

O Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2018, na sua 21ª edição, é um torneio internacional de futebol organizado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) tendo a Rússia como país organizador pela primeira vez – o evento será realizado em 11 cidades-sede. A edição de 2018 é a primeira do Leste Europeu e a décima primeira realizada na Europa, sendo a última na Alemanha em 2006.

Pouco se tem falado sobre o maior evento futebolístico do mundo. A mídia convencional tem o seu espaço ocupado por noticiários políticos e policiais. Como a maré não está pra peixe, os desanimados torcedores limitam-se a comentar sobre o assunto Copa do Mundo nos bares da vida, mas só quando são provocados. Em família, os temas da vez são a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, Operação Lava-Jato, a violência do dia a dia, a crise econômica, a corrupção dos políticos, a desfaçatez do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão do Lula, etc, etc, etc, etc. Realmente, diria o “velho guerreiro” Chacrinha, não dá pra falar sobre futebol, muito menos discutir sobre paixões dedicadas a clubes esportivos.

Como a Alemanha sediou o evento da Copa do Mundo pela última vez no Continente Europeu em 2006, lembrei-me que escrevi um artigo numa terça-feira, 20 de junho daquele ano, cujos conceitos ainda estão valendo para 2018. Eu tenho muita coisa guardada num arquivo do meu computador “quase morto”; de vez em quando vou lá, pego um escrito e dou-lhe sobrevida. Leia abaixo. A propósito, “quase morto” é o arquivo, não o computador.

A opinião e o vento

O talento do jogador brasileiro é incontestável – até mesmo de futebol de várzea. O clima de “já ganhou, já ganhou” não é bom. Tem momentos que a gente precisa baixar a bola. Em Copa do Mundo não existe jogo fácil – cada jogo é um jogo. É verdade que a imponderabilidade de vez em quando surge assombrando os favoritos, e fugir disso não há como. Quem imaginava um Equador, uma Austrália e Gana nas oitavas-de-final? Podem surpreender, e desconheço qualquer previsão que garanta o contrário – também, criar expectativas só faz aumentar a ansiedade. O otimismo exagerado é um prenúncio de gosto amargo. Vamos deixar a bola rolar e tirar conclusões somente após as partidas. Tá feito.

A imprensa esportiva brasileira é mesmo engraçada, vive queimando a língua com muita frequência. Num dia, diz uma coisa, noutro, contradiz o que disse. Comentaristas de futebol têm enchido demasiadamente a bola de alguns jogadores – sempre foi assim –, pouco tempo depois se apresentam para o público com cara de ovelha tosquiada, como a do Galvão Bueno, “o cara”, “o queridinho da TV Globo”. Carlos Eduardo dos Santos Pinto Galvão Bueno, esse é o seu nome completo; pouquíssima gente sabia. Com o cartão de visita do Galvão Bueno nas mãos, mais R$ 3,00 no bolso você toma um cafezinho em qualquer bar da vida.

O Brasil foi medíocre nos dois primeiros jogos, contra a Croácia ganhou de 1 a 0 e contra a Austrália ganhou de 2 a 0. Não jogou bem e provou que precisa melhorar muito, isso se aspira realmente a conquista do hexa. Deixou a desejar; o invejável espetáculo ficou no vestiário. No jogo contra o desmotivado Japão o Brasil melhorou um pouco, ganhando o jogo por 4 a 1, mas longe daquela seleção que costuma encantar o mundo. Se para o Parreira, “dar espetáculo é vencer o jogo”, eu digo que a comissão técnica rasgou o manual e enterrou de vez o futebol brasileiro. A individualidade, nesse caso, não conta. O conjunto da obra, construída em conjunto, tem mais importância e pode render bons resultados. O gramado é uma incógnita. Os jogadores da Seleção Brasileira não podem ter acesso a instrumentos musicais de pagode.

Queira ou não queira em algumas situações a mídia é tendenciosa. O melhor seria se adotasse uma postura de neutralidade e se pronunciasse com base nos fatos. Falar bem ou mal desse ou daquele jogador, dessa ou daquela seleção, prematuramente, pode ser uma atitude simplista e ao mesmo tempo extremamente complicada, porque mexe com o emocional dos torcedores. Por outro lado, o uso excessivo de adjetivos como ‘quadrado mágico’, ‘o imperador’, ‘fenômeno’, ‘o melhor do mundo’, ‘o demolidor’, enfim, seja como for o qualificativo, ajuda a construir ídolos de barro, que na primeira ventania se desmantelam e perdem a condição de objetos de paixão, de idolatria. Os jogadores são profissionais, que ganham extraordinariamente bem e devem fazer por merecer – jogar bola é um trabalho como outro qualquer, então que seja desempenhado com maestria e responsabilidade. Participar de uma Copa do Mundo é uma oportunidade ímpar, jamais um peso nas costas. Poucos chegam lá; é verdade. A cabeça tem que estar preparada, antes mesmo das pernas serem massageadas.

A decepção vem mais rápido quando se acredita cegamente na invencibilidade. Algo me diz que essa Copa ficará na Europa – ainda não encontrei uma cigana que lesse outro destino. Imagina o Brasil hexa. Seria o mesmo que colocar mais um tricampeonato em cima da Alemanha e da Itália, campeãs por três vezes. Por coerência, o Brasil não pode se distanciar muito das outras seleções, por duas razões: 1ª) as competições perderiam a graça; 2ª) a teoria da previsibilidade seria a única vigente. Resta uma esperança: que os ‘canarinhos’ demonstrem atitude; controle de nervos e combatividade. Pátria no coração; Hino Nacional na boca; objetivo na cabeça, e competência nas chuteiras, também são regras que devem ser seguidas à risca. Meus amigos, o vento muda em função do tempo e a nossa opinião muda em função da realidade.

Notas de rodapé:

1ª. Segundo minha previsão, realmente a Copa do Mundo FIFA 2006 ficou na Europa. A Itália sagrou-se quatro vezes campeã ao conquistar a Copa do Mundo de 2006. Num jogo muito disputado e nervoso, a esquadra Azurra venceu a seleção da França por 5 a 3 nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal de jogo e depois de uma prorrogação também sem gols. O Brasil foi eliminado nas quartas-de-final perdendo o jogo para a França pelo placar de 1 a 0. A Copa do Mundo FIFA 2006, ou Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA de 2006, realizou-se na Alemanha. A Alemanha, dona da casa, ficou em 3º lugar, vencendo a seleção de Portugal por 3 a 1.

2ª. Para a tristeza de todos os apaixonados por futebol, eu acho que a Rússia, por época da Copa do Mundo 2018, sofrerá gravíssimos atentados terroristas, sobretudo em algumas das 11 cidades-sede. Pelo menos uma retaliação a Rússia deverá sofrer, punição por doping. Uma previsão que eu não gostaria de fazer, meus amigos. O presidente da Rússia, Vladimir Vladimirovitch Putin, mandou um agente do KGB falar comigo. Fui!

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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