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Política

Filho de dois pais carrascos

Filho de dois pais carrascos

É assim que Lula passou a ser visto depois que as 1ª e 2ª Instâncias de Justiça o julgaram e o condenaram. A 13ª Vara Federal de Curitiba e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, são os seus verdugos. Depois da surra Lula cumpre castigo trancado no quarto, sozinho, longe dos colegas violentos. Agora lhe resta apelar para os pais adotivos: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), que costumam passar a mão na cabeça dos filhos bandidos e mal educados. A ama de leite, Brasil, assiste calada.

No mês de julho do ano passado, 2017, o juiz federal Sérgio Moro declarou Lula culpado pelos crimes de Corrupção passiva e Lavagem de dinheiro (capitais) e o aplicou uma pena de prisão, em regime fechado, de 09 anos e 06 meses, além de multa de R$ 670 mil, pagamento de indenização aos cofres públicos de ao menos R$ 16 milhões e impedimento de ocupar cargos e funções públicas por 07 anos. Moro absolveu Lula de parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), no que diz respeito ao armazenamento de bens do acervo presidencial, composto por diversos presentes e condecorações que o ex-presidente recebeu durante os oito anos que permaneceu no cargo (2003/2010). O acervo citado foi guardado em um depósito pelo período de 05 anos ao custo de R$ 1,3 milhão, supostamente pago pela OAS com dinheiro desviado da Petrobras. Considerando a situação “diferente” da denúncia do dito tríplex do Guarujá, Moro, em sua decisão, alegou “falta de prova suficiente da materialidade do crime”. Portanto, a pena do Lula poderia ter sido bem maior pela propina recebida no total de R$ 3,7 milhões, ou seja, R$ 2,4 milhões + R$ 1,3 milhão. Milhão pra lá, milhão pra cá não diminui em nada o tamanho do crime e a sua importância no mundo jurídico.

No dia 24/01/2018, seis meses após, Lula foi novamente condenado na segunda Instância de Justiça (TRF-4), tendo a pena aumentada para 12 anos e 01 mês de prisão, sob a acusação de ter recebido propina no valor de R$ 2,4 milhões da empreiteira OAS como parte de “acertos” do Partido dos Trabalhadores (PT) em contratos com a Petrobras. O referido valor foi pago a Lula mediante “reserva” de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, incluindo suas benfeitorias para atender exigências do casal Lula da Silva.

Léo Pinheiro (José Adelmário Pinheiro Filho), ex-presidente da OAS, cumpre prisão na carceragem da Polícia Federal de Curitiba – só que Lula em sala especial. Obra do destino; o delator de Lula a poucos metros de onde ele está. Léo Pinheiro afirmou em seu depoimento que o apartamento tríplex do Guarujá era mesmo a propina destinada a Lula. Fico curioso em saber como seria um encontro casual entre eles e em qual dependência da PF se daria.

Em trecho citado no primeiro parágrafo eu disse: “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), que costumam passar a mão na cabeça dos filhos bandidos e mal educados”. Sublinho. E é verdade. Só para lembrar, por determinação do STF Léo Pinheiro foi para “prisão domiciliar”, mas retornou ao cumprimento da pena em regime fechado por ordem expedida pelo juiz Sérgio Moro em 13 de setembro de 2016, baseado na condenação em segunda Instância (TRF-4) a 26 anos e 07 meses pelos crimes de Corrupção ativa, Lavagem de dinheiro e Organização criminosa. Para o STF, a propina de R$ 29.223.961,00 pagos pela OAS à Diretoria de Abastecimento da Petrobras por contratos fraudulentos da refinaria Getúlio Vargas (Repar) e da refinaria Abreu e Lima (Rnest) é muito pouco, não quer dizer absolutamente nada, não é motivo suficiente para manter atrás das grades Léo Pinheiro. Um ladrão que rouba um pote de margarina no supermercado aguarda julgamento em cela comum. Léo Pinheiro havia sido preso pela primeira vez na Operação Juízo Final (7ª fase da Lava-Jato), que foi deflagrada no mês de novembro de 2015. Parece que foi ontem.

Como respeitar as Instituições brasileiras se elas não se dão ao respeito e não cumprem o seu papel constitucional?

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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