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Polícia e Segurança Pública

Violência

Violência 

Trago a lume a Nota de rodapé do Artigo “Arrancado pela raiz”, domingo, 18 de março de 2018, por mim publicado neste Blog na categoria Polícia e Segurança Pública. Leia.

“Praticamente 13 (treze) anos faz que eu escrevi este Artigo, que, sequer, uma linha foi publicada à época pelo jornal A GAZETA. Não importa. Fato é que entra governo, sai governo, e nada é feito de concreto para a mudança do triste quadro que se encontra o país. Os crimes não cessaram com a intervenção militar no Rio de Janeiro, e, claramente, percebe-se que houve aumento da criminalidade. Políticos dos mais variados matizes e autoridades da Segurança Pública discutem o sexo dos anjos ao som da Marcha fúnebre tocada por Frédéric François Chopin. As ações dos governos têm sido arremedos de mau gosto, sejam elas nas esferas Federal, dos Estados e dos Municípios. Fica uma sensação: O crime organizado e as facções criminosas não sobreviveriam sem a salvaguarda do Estado Brasileiro. Ponto”.

Sem dúvida alguma o tema da atualidade é a violência. Os candidatos, sobretudo a presidente da República, por razões óbvias, serão forçados a colocar este tema nas suas agendas de campanha. Os candidatos não precisam escrever um verdadeiro tratado sobre ela, a violência, abordando suas origens e causas, bastam abordar o assunto com responsabilidade, sem malabarismos verbais. Agora, se os marqueteiros dos candidatos opinarem a respeito acontecerá o esperado, ou seja, a construção de cenários inexistentes com dois propósitos: primeiro, dar ênfase ao ilusionismo; segundo, pintar a violência com as cores da normalidade.

Guardo comigo uma charge de autoria do Amarildo – (veja BLOG DO AMARILDO . CHARGE CARICATURA) – publicada no jornal A GAZETA, ES, num domingo, 10 de abril de 2005. É uma magnífica charge. Entendi perfeitamente que bastam imagens diretas e poucas palavras para a compreensão da problemática. Compõem a charge cinco imagens e cinco sentenças capitais: 1ª. O representante da Igreja disse que não permite o controle da natalidade; 2ª. O pai de família afirma que não dá amor e carinho; 3ª. O Estado alega não dar educação; 4ª. O país não dá emprego e 5ª. A Polícia brada: “E vocês querem que eu resolva tudo sozinho!”. As origens e causas da violência estão aí, pelo menos as principais.

A repressão que se pressupõe é paliativa. A impunidade levanta muralhas intransponíveis. Ainda que a punição imposta aos algozes com base em leis mais severas – oportuna, indispensável e primordialmente, segundo modelo humano de justiça – é um remédio que apenas mitiga as dores das vítimas e das famílias das vítimas, sem, contudo, curar as verdadeiras causas da violência, que tem sido o grande mal dos séculos. A aproximação da violência e da criminalidade permite que saibamos estimular a demência, o medo e a insegurança dentro de uma atmosfera de autocoação. Relendo um pensamento do Herbert de Souza, o Betinho, concluo que outras variáveis devem ser consideradas no processo de entendimento da violência – “O Brasil é o país de maior concentração de riqueza do mundo. Um país capaz de ter o máximo possível para uma minoria e um mínimo absoluto para sua grande maioria”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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