Hipocrisia, pura hipocrisia – 2ª parte
Conforme disse anteriormente, na primeira parte deste artigo, a crise penitenciária no Brasil é sistêmica e contaminante – e continuará por muito mais tempo. Os presos que podem cumprir pena domiciliar deverão ser mandados pra casa, mas isto não mudará de forma alguma o atual quadro de insegurança intra grades.
Aos olhos de todos, Estado e sociedade, os presos são invisíveis, imperceptíveis – até o ponto em que sentimos o ardor da pimenta. A meu sentir, uma grande ação de guerra está sendo articulada por grandes facções criminosas em todo o território nacional com três finalidades: primeira, fincar bandeira; segunda, arrancar parte do poder do Estado, tornando-o paralelo; terceira, criar um exército armado para intimidar as Instituições e os cidadãos de bem.
Determinadas siglas partidárias escondem preocupante missão. Não é difícil presumir esta realidade. Depois que o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, declarou de viva voz num evento realizado no salão nobre do Palácio do Planalto ano passado, que reuniu cerca de 1000 integrantes de movimentos sociais ligados ao governo, que estaria preparado com um Exército armado para impedir quaisquer tentativas de tirar a então presidente da República Dilma Rousseff do poder, eu passei a ficar preocupado. “Somos defensores da unidade nacional, da construção de um projeto de desenvolvimento para todos e para todas. E isso implica, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidenta” – disse Vagner Freitas em tom desafiador. Por conta própria, Vagner Freitas jamais diria isto, senão orientado por algum partido político que hoje provavelmente também esteja por trás dos massacres nas penitenciárias, ordenando “tocar o terror”. É bom ficarmos atentos, porque, conforme mencionei, determinados partidos políticos estão assumindo o papel de facção criminosa.
Outro ponto de alerta. Com a iminência do fechamento definitivo do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), um novo território já pode ter sido escolhido por “braços armados filiados” para implantar idêntico modelo de “força paralela” ao Estado. Esse novo território pode perfeitamente ser o Brasil, pelas suas características, por oferecer todas as condições necessárias, sobretudo fragilidade na área econômica, acirramento das tensões políticas, instabilidade das Instituições e descrença do povo.
Está passando da hora de o Exército Brasileiro intervir, solicitar à Igreja que continue rezando nos altares, calar os movimentos de Direitos Humanos que, na maioria das vezes, manifestam-se em defesa dos bandidos, em detrimento das vítimas inocentes. Os atos cruéis de violência, exacerbados na origem, podem ser desencadeados fora dos muros das penitenciárias, diretamente nas ruas, fazendo vítimas fatais na sociedade desassistida. Forças ocultas querem desviar a atenção do país, tirando o foco das graves crises políticas que se avizinham. Na paralela, a desqualificação do Brasil no cenário internacional já está acontecendo à luz do dia. Desestabilizar o sistema e os organismos de combate à corrupção e ao crime organizado é uma questão de tempo.
Augusto Avlis
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