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Política

Que país é esse?

1E aí, ninguém vai fazer nada? Vamos ficar sentados no sofá da sala com os braços cruzados? A gigantesca onda nas cores verde e amarelo, que tomou conta do Brasil no domingo, 16 de agosto de 2015, foi mais uma onda que passou nesse mar turbulento? As manifestações contra o governo e a favor do Impeachment da presidente Dilma Rousseff são vistas pelos políticos como simples passeios familiares nos parques das cidades brasileiras? Um dia acaba, outro começa, e tudo bem? Será que estamos acreditando de mais e agindo de menos? O que está de errado conosco? Perdemos a noção do perigo ou a vergonha na cara? Culpamos os outros e nos eximimos da responsabilidade? Abrimos mão dos nossos ideais ou nos rendemos diante dos fatos? Será que o futuro dos nossos filhos ou dos nossos netos não nos motiva a lutar? Que país é esse? Será que o conhecemos?

Não. É uma afirmativa declarada que esconde a verdade. Sim. É uma negativa íntima que mostra a mentira. Nessa confusão de sentimentos mostramos realmente quem somos, agentes passivos de uma história mal contada. Seguindo clichês, reivindicamos coisas impossíveis, “com pés e sem cabeça” – amorfos na multidão padronizada. O governo da “presidenta” estuda a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), extinta há oito anos (2007), na tentativa de diminuir o rombo nas contas públicas aumentando a arrecadação, algo em torno de R$ 85 bilhões por ano. De toda a movimentação financeira, o percentual de 0,38% seria descontado. E agora José? E aí, ninguém vai fazer nada? O governo quer reforçar o seu caixa metendo, mais uma vez, a mão no bolso do contribuinte, que já não suporta mais arcar com a desgraçada carga tributária imposta pelo Estado inoperante, ausente e mentiroso. Que país é esse? Será que o conhecemos?

O novo aumento de impostos, totalmente na contramão, só fará aumentar a crise econômica, prolongar a recessão, e, como resultado, mais inflação e mais desemprego. Com o traseiro a prêmio, o governo do PT mostra o seu lado criativo, rebatizou a CPMF de CIS, ou seja, de Contribuição Interfederativa da Saúde – saúde do governo, e para o agravamento da doença da população economicamente desativada. Neste momento de consternação (11h50min desta segunda-feira, 07/09/2015), o Impostômetro, que não consegue parar, mostra que o governo já arrecadou 01 trilhão, 367 bilhões, 200 milhões de Reais em impostos. Cadê o dinheiro? Cadê o retorno? O fato é que o governo arrecada muito e gasta mal. Faz festa com o dinheiro público e agora quer que paguemos a conta, quer que tapemos o buraco que ele próprio cavou. Vamos ficar sentados no sofá da sala com os braços cruzados? Sim? Não? Aceitar sem reclamar? Talvez.

O IGBE divulgou o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto) do 2º trimestre de 2015, caiu 1,9% com relação ao 1º trimestre. Na comparação com o 2º trimestre de 2014 o PIB recuou 2,6% no 2º trimestre deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ressaltou que o resultado negativo “veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas de 42 Instituições consultados pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 2,20% até recuo de 1,30%, com mediana negativa de 1,75%”. A situação vai piorar. Abrimos mão dos nossos ideais ou nos rendemos diante dos fatos? Verdade é que o governo federal está mais pra baixo do que “CU de cobra” e o Congresso não tem força moral para aprovar uma proposta de criação da “CIS”. Enquanto os políticos discutem o sexo dos anjos na briga por interesses nada republicanos, o povo disputa saldos de sardinhas na feira de xepas.

Segunda-feira, 07 de setembro de 2015, dia em que se comemora a Independência do Brasil em 193 anos (1822 / 2015). Os brasileiros não têm motivos patrióticos ou orgulho suficiente para isso, comemorar. Sair às ruas só se for para protestar, ou para sentir pena dos militares nos desfiles oficiais. A citação “Ordem e Progresso” deu lugar à “Desordem e Atraso”. Herança maldita que o Partido dos Trabalhadores deixará para todos. Provavelmente precisaremos de mais 193 anos para a conquista da “real” independência. Apresentar um Orçamento deficitário para 2016, assumindo um rombo nas contas públicas da ordem de R$ 30,5 bilhões, deixa o governo federal refém de si mesmo. Que a delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da Construtora UTC, incriminando diretamente Lula, Dilma e seus capangas, sirva para “lavar” o Brasil, enlameado pela corrupção, e para nos devolver a honra do dia 07 de setembro. Confio na Justiça.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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