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Política

Brasil dividido

1O muro da insensatez foi levantado no calor da disputa eleitoral, a intolerância estigmatizou um dos lados, e esse lado foi o da esquerda. A “atitude mental” dos que rezam na cartilha do PT comprovou, mais uma vez, a falta de habilidade em respeitar as diferenças e as opiniões dos outros, sobretudo dos políticos da oposição. Atrás da cortina de fumaça lançada pelo Partido dos Trabalhadores, escondem-se os artífices da desordem, do atraso e da ignorância assistida, aqueles que querem vencer o pleito eleitoral a todo custo, com jogo sujo, com golpes baixos, e também se tiverem que vender a alma ao Diabo não hesitarão em fazê-lo – os seus hábitos são mutáveis segundo circunstâncias; manifestações burras com propostas definidas de nos fazer acreditar naquilo que querem, de modo que a falta de prudência não os assusta.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff, no 1º Turno das Eleições 2014, atingiu 50,52% dos votos válidos na Região Norte e 59,58% na Região Nordeste. A partir daí as reações anti-Dilma tomaram maiores proporções com críticas depreciativas e preconceituosas aos eleitores daquelas regiões; as opiniões chegaram ao conhecimento público gerando consequente mal-estar e provocando “saia justa” em algumas autoridades políticas. No contexto surgiram postagens falsificadas e grosseiramente adulteradas; considerando o cenário político era de se esperar a prática desse expediente igualmente estúpido, só faltava descobrir por parte de quem. Qualquer comentário que denote preconceito é abominável sob todos os aspectos. O Facebook (site e serviço de rede social) está sendo usado sistematicamente para discussões políticas polêmicas, sobretudo para manifestações de xenofobia – há fortes suspeitas de que está corrente uma “censura virtual” no sentido de controlar qualquer tipo de informação que deponha contra assuntos de governo; outras informações dão conta que um número significativo de internautas está encontrando dificuldades para enviar determinadas mensagens de texto e vídeos. A meu sentir, o sentimento de “aversão a outras raças, culturas, subculturas, sistemas de crenças e características físicas” está sendo potencializado pelo Partido dos Trabalhadores, que vê a oportunidade para explorar o tema na reta final da campanha de Dilma Rousseff, tirando proveito da situação. Isso me faz lembrar as ameaças sofridas pelo ministro Joaquim Barbosa pela Internet desde o final do ano passado. A polícia Federal identificou um dos autores das ameaças de morte feitas ao ministro Joaquim Barbosa, à época presidente do Supremo Tribunal Federal, tratava-se de um “petista devoto”, um integrante da Comissão de Ética do Partido dos Trabalhadores e secretário de organização do diretório petista de Natal, que usava um computador da capital do Estado do Rio Grande do Norte, sob o codinome “Sérvolo Aimoré Botocudo de Oliveira”, porém, a PF descobriu o nome verdadeiro do criminoso virtual, Sérvolo de Oliveira e Silva. Com a condenação dos réus do Mensalão, Joaquim Barbosa passou a sofrer toda sorte de constrangimentos articulados por seguidores dos petistas presos. Estou me referindo à “militância virtual” do PT, treinada para difamar e perseguir na Internet quem atentar contra o Partido. Tresloucados fanáticos anônimos arregimentados na “patrulha virtual petista” com perfis apócrifos. Uma gravíssima ameaça postada em dezembro de 2013 continha a seguinte mensagem: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas. […] Joaquim Barbosa deve ser morto”. A “Rede de difamação do PT” é grande. Outro petista, Rodrigo Grassi, foi detido depois de ameaçar o senador Aloysio Nunes (PSDB), candidato à vice-presidência na chapa de Aécio Neves. Rodrigo Grassi está solto e Sérvolo de Oliveira e Silva sem paradeiro definido. Na verdade, a sensação xenofóbica ficou devidamente explicitada e caracterizada nas redes sociais a ponto de gerar retaliações grosseiras, ordinárias – as pessoas que fizeram a disseminação da xenofobia são as mesmas que a condenam; atitude sutil de se isentar de culpa. A meu sentir, o caso em si retrata a falta de “medo do desconhecido” e bem define a proposta do PT em cultivar a aversão e o ódio programados, de tal modo que provoque preconceitos gratuitos e coloque as pessoas umas contra as outras. O aplicativo WhatsApp está sendo usado para ataques e defesas.

Perfis falsos estão postando mensagens contra os nordestinos, na verdade, pessoas nascidas também na Região Norte, e atribuindo autoria aos simpatizantes do PSDB; fica evidente que o objetivo da “macabra criação” é prejudicar a candidatura do tucano Aécio Neves. Segundo o jornal O Globo, a equipe jurídica de Aécio Neves analisará esses perfis nas redes sociais na tentativa de reunir provas sobre “Fakes” – termo inglês (plural) que significa “falsos” ou “falsificações”, utilizado para designar os perfis falsos usados em redes sociais, geralmente criados por grupos de usuários, cuja finalidade é ocultar as suas identidades reais, neste caso específico, pessoas que se passam por eleitores de Aécio Neves para desfechar ofensas aos nordestinos, nortistas, aos pobres e aos negros. A postura do PSDB não poderia ter sido outra senão pedir investigação sobre as injúrias divulgadas em perfis falsos na Internet. A coligação “Muda Brasil” na última sexta-feira, 10, apresentou formalmente denúncia à PRDF – Procuradoria da República no Distrito Federal para que investigue o assunto, citando grande número de mensagens anônimas com forte conteúdo injurioso contra os eleitores que majoritariamente votaram em Dilma Rousseff naquelas regiões. Comprovada a denúncia, a promoção do ódio entre os brasileiros através das redes sociais passa a ser crime, previsto no Código Penal, de modo que esse procedimento é plenamente tipificado: Calúnia (Art. 138); Difamação (Art. 139) e Injúria (Art. 140). O conceito que o PT criou de que os políticos do PSDB, agora Aécio Neves, têm aversão ao Norte/Nordeste, será em grande parte desconstruído com o importante apoio dado no Estado de Pernambuco no último sábado, 11, pela família de Eduardo Campos (presidenciável morto em 13/08/2014 num desastre de avião) ao candidato tucano. Para reforçar o trabalho de quebra de conceito, Aécio Neves também conquistou importantes adesões como as do governador eleito Paulo Câmara, do senador eleito Fernando Bezerra Coelho e do prefeito da cidade de Recife Geraldo Júlio – todos os políticos citados são do PSB do Estado de Pernambuco. Ontem, domingo, 12, a cidadã Marina Silva se juntou à corrente do bem “Muda Brasil”, por isso, não a considero candidata derrotada no 1º Turno, mas sim vitoriosa no 2º Turno das Eleições 2014.

A política do “Nós contra Eles” em nada contribui para o bem comum. “O bem comum consiste no conjunto de todas as condições de vida social que favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana e sua sociedade” – Papa João XXIII. Os rotulados “pobres coitados” explorados ideologicamente pelo atual sistema, que insiste em dividir o Brasil por classes de “absorção doutrinária” como se separa as cabeças duma criação no curral. De um lado, os eleitores “criados dependentes”; do outro lado, os que são contrários à dependência e que se viram por conta própria. Há décadas a seca do nordeste foi usada como mote de campanha política; políticos nos palanques vociferavam: “Se eleito for eu prometo acabar com a seca do nordeste”. Moral da história: os votos dos “criados dependentes” os elegeram, os reelegeram, e a seca do nordeste não acabou. Na paralela, o analfabetismo funcional “produzido nos porões da ideologia” é um câncer intratável, mas que dá sobrevida aos políticos de ocasião. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem 33 milhões de analfabetos funcionais, número equivalente a 16,5% da população, ou seja, pessoas com menos de quatro anos de estudo. Como essas pessoas votam? A quem interessa esse quadro de inanição cultural? O voto de cabresto e o coronelismo já deveriam ter acabado no Brasil, porém, tais práticas têm vida longa porque os “criados dependentes” são a maioria absoluta nas áreas estrategicamente escolhidas.

Fenomenologicamente, na família tem sempre aquele ente mais frágil (cria-se a figura) para ser merecedor de maiores cuidados e assim a mãe ou o pai exercer o seu papel; essa experiência familiar inspirou governos ao longo dos tempos. A população das Regiões Norte e Nordeste, sobretudo pelas distâncias dos centros produtivos e culturais, é mais suscetível a práticas políticas demagogas, que colocam as pessoas na condição de subserviência. Explorar a boa fé da população é o segundo passo dado pelos regimes de exceção. Educação, oportunidades, distribuição de renda, empregabilidade e dignidade são direitos renegados a terceiro plano. A história contada fala da mão de obra explorada há séculos, desde os canaviais do nordeste ao ciclo da borracha na Amazônia, uma maneira de ser sub-humana imposta por sistemas político-sociais, a rigor, ninguém na época falava em xenofobia; tais práticas absurdas eram qualificadas como trabalho escravo aceitável pelo poder e, em outra hipótese, aproveitava-se quem disponível estava para se ferrar, sejam esses indivíduos do nordeste ou não. Quando o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira inaugurou Brasília no dia 21 de abril de 1960, como a nova capital federal do Brasil e a sede do governo do Distrito Federal – cidade localizada na Região Centro-Oeste do país, ao longo da região geográfica conhecida como Planalto Central –, uma das suas primeiras propostas foi promover a integração nacional com a transplantação do coração político-administrativo do Estado Brasileiro. Naquela época já se comentava que a Região Sudeste do Brasil, segunda menor em área geográfica, destacava-se como centro político-cultural do país, e também comercial, portanto as vozes das demais regiões não tinham suficiente eco para despertar consciências. Infelizmente, as políticas esquerdistas não conseguiram interpretar o sentido de “integração nacional”, ou não quiseram. Juscelino Kubitschek empolgou o país com seu slogan “Cinquenta anos em cinco”.

Governar olhando pelo “retrovisor quebrado das denúncias” provoca colisões frontais, perde-se a referência do presente e a morte do governante uma possibilidade, nesse caso ele não verá o futuro. O maior feito do PT foi não ter mexido nos fundamentos da economia, herdados do governo FHC, ter preservado os pilares do Plano Real, sem o qual as políticas sociais do atual governo não teriam dado certo – se a hiperinflação não fosse extinta nada seria possível. O Plano Real é um programa brasileiro com o objetivo de estabilização e reformas econômicas, iniciado em 27 de fevereiro de 1994 com a publicação da MP – Medida Provisória nº 434 que instituiu a URV – Unidade Real de Valor, estabelecendo regras de conversão e uso de valores monetários, o que deu início à desindexação da economia e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real. Um plano de sucesso que teve na origem a reprovação do PT, cuja legenda votou contra alegando que a medida era eleitoreira. Hoje, o que se percebe é que o PT cospe no prato que come, desvaloriza os frutos colhidos do Plano Real e até deixa alguns apodrecerem sobre a bancada das negociatas. Não reconhecer os valores alheios é a mais pura prova de egocentrismo, de inveja e de decadência moral. O falecido jornalista e sociólogo Joelmir José Beting disse: “Aqui jaz a moeda que acumulou, de julho de 1965 a junho de 1994, uma inflação de 1,14 quatrilhão por cento. Sim, inflação de 16 dígitos, em três décadas. Ou precisamente, um IGP/DI de 1.142.332.741.811.850%. Dá para decorar? Perdemos a noção disso porque realizamos quatro reformas monetárias no período e em cada uma delas deletamos três dígitos da moeda nacional. Um descarte de 12 dígitos no período. Caso único no mundo, desde a hiperinflação alemã dos anos 1920”.

A candidata Dilma Rousseff (PT) perderá a reeleição no próximo dia 26, mas deixará um legado de destruição para o seu sucessor Aécio Neves (PSDB). A equipe capitaneada pelo economista Armínio Fraga precisará priorizar a estabilidade da economia para depois pensar em crescimento. Fazer das tripas coração para conquistar a confiança e gerar perseverança. “O que houve neste governo na economia está nos números divulgados pelos próprios órgãos oficiais, IBGE, Banco Central, Tesouro: o governo cumpriu 1% da meta fiscal do ano em oito meses, a inflação estourou o teto da meta, o crescimento do PIB desapareceu, a balança comercial está deficitária, e o rombo externo, das transações correntes, chega a US$ 80 bilhões. O país está numa situação precária e terá que passar por um novo ajuste no início do próximo governo. Caso contrário, quem vencer as eleições perderá a chance de fazer o país crescer nos seus quatro anos de mandato. Não será possível retomar o crescimento sem um novo ajuste, que se tornou obrigatório após os erros cometidos pela atual política. A irracionalidade do debate e as manipulações dos números e fatos exasperam quem acompanha a economia brasileira há tantos anos e sabe o contexto de cada dado e momento” – Artigo “Ofensa sem sentido”, jornalista Míriam Leitão, com Álvaro Gribel, de São Paulo.

O ativista social, membro da direção nacional e fundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, prometeu guerra caso Aécio Neves seja eleito. Não há espaço no Brasil para atos de truculência, ainda que as Instituições estejam fragilizadas e as Forças Armadas confinadas nos quartéis. A “Ditadura branca” instaurada no país pelo PT está com os dias contados. O Partido dos Trabalhadores está provocando a ruptura das estruturas sociais, como tal estabelecido no seu projeto de poder. Dividir o Brasil em dois para que o PT governe um deles na possibilidade de vir a perder o poder total da República. É um passo importante para a fragmentação das Instituições, fragilização do Estado Brasileiro e deterioração da legitimidade dos governos constituídos democraticamente. A política de desconstrução da imagem pública dos oponentes ao sistema virou obsessão. Tocar o terror como mola propulsora para se impor sistemas de dominação à luz de vela; perigo iminente que põe em risco a estabilidade do país e a paz pública – ameaça que se apresenta de forma não muito clara dificultando a percepção do povo. Urge a retomada de consciências, de modo que não há tempo a perder. Cria-se a necessidade de segunda opção como se não existisse a primeira. Políticas alienantes geradas diuturnamente no submundo da política ditam as subserviências. A malta de salteadores da Ordem e Progresso querendo implantar a desordem e o atraso, fatores que fazem parte da cartilha da esquerda ultrapassada e, na paralela, os políticos que professam tal ideologia negam-se peremptoriamente a enxergar a real necessidade de mudança dos atuais rumos do país, insistem em adotar procedimentos incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e não mudam os discursos. As más ações não apresentam déficit.

Senhores governantes, não deturpem os fatos, cada qual os interpreta ao seu tempo e modo. O PT sofre de TOC – Transtorno Obsessivo-Compulsivo, por esse motivo corre atrás de culpados para justificar os seus desgovernos e sua incompetência de gestão. Ora é a crise internacional, ora é o FHC, ora é o Itamar Franco, Tancredo Neves, Ernesto Geisel, JK, Getúlio Vargas; vai chegar ao Deodoro da Fonseca, e, por fim, os culpados serão Adão e Eva, quiçá Deus, que criou a oposição. A sociedade organizada, politicamente correta, pode se considerar exceção no meio de tantos grupos criminosos que se dizem “regras”, que viraram regra no Brasil. A mudança é necessária para que a Democracia não vire exceção. O PT especializou-se em guerrilhas políticas e sabe como nenhum outro Partido Político empregar metodologias ilegais. O falecido ator José Wilker bem disse: “Essas pessoas representam o que há de pior no caráter nacional”. Alguém já viu um ladrão comum roubar um político ladrão? Não? Nunca verá porque o ladrão que se preza não rouba ladrão desprezível. Ladrão que respeita ladrão faz parcerias. Dilma Rousseff, a criação maligna do Lula, está tentando superar o seu criador – Dilma Rousseff, cria mal criada pela criatura Lula, guarda tantos segredos que poderiam transformá-la na primeira mulher-bomba do Brasil; a insígnia de primeira mulher presidente ela já perdeu, porque nunca foi.

Diante dos tristes fatos não dá para ficar omisso. Parcelas excludentes do “Brasil dividido” são os índios, as periferias das grandes cidades (cinturões de pobreza formados por negros, brancos, mestiços, nortistas, nordestinos, gaúchos e outros seres humanos), os alagados sem sal, os favelados da maré baixa. O atual governo roubou-lhes a esperança e fez com que comprovassem que o medo sempre esteve presente em suas vidas nos últimos anos. O quê esperar de um governo que pretendeu aprovar a “Lei da mordaça” com o propósito de calar a imprensa, e que ainda não desistiu do intento? O quê esperar de um governo que aparelhou o Estado Brasileiro para dele se locupletar? O quê esperar de um governo que sangrou os cofres públicos, que arrosta a Democracia, vocifera insultos e age com arrogância? Liberdade plena se adquire no longo prazo com educação inclusiva, meta que passou distante do atual governo. “Se dou educação ao povo não poderei dominá-lo”. Esta é a lógica dos sistemas de poder e de dominação. Existe um só Brasil, existe só um povo, o que falta é um governo que trabalhe para a unidade da nação e que respeite os ritos democráticos. Não dá para ficar neutro numa situação dessas, não dá para se declarar apolítico. Temos que exercer o direito de manifestar o nosso pensamento com senso crítico. Nessa perspectiva, o senador Aécio Neves, candidato tucano, acusou o PT de “desonestidade intelectual” por ter atacado frontalmente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao tempo que sugeriu que FHC não governou para os pobres. “É triste, chega a ser melancólico, o início do segundo turno com esta perversa tentativa de divisão por parte do governo. É triste ver a presidente Dilma Rousseff, que deveria ter responsabilidade de manter o país coeso, querer transformar os brasileiros em inimigos. Quero dizer à presidente que perder a eleição é do jogo. O que não pode é perder a coerência” – comentou Aécio Neves.

O Partido dos Trabalhadores quebrou todas as regras éticas. O PT, com o seu modus operandi de assaltante público, chegou ao ponto de desmoralizar o “ladrão comum”, que um dia roubou um pote de margarina para passar no pão dormido para o desjejum do seu filho, e por isso amargou, ou ainda está amargando, meses e talvez anos na cadeia sem ser julgado. Eu não tenho dúvida que o povo brasileiro saberá resgatar o espírito patriótico, o amor ao próximo e ao Brasil, o respeito aos ritos democráticos, em processo de falência. Juntos, montaremos vigília para que aqueles que conspurcaram as Instituições, que dilapidaram a ‘Res Publica’, que desafiaram a boa fé dos cidadãos e que se orgulham da pecha de “Vendilhões da Pátria” sejam punidos no rigor das Leis. Vamos juntos cimentar as rachaduras que fizeram no Brasil. Um recado aos políticos do PT: “Não adianta, desistam, vocês não conseguirão promover no Brasil uma política fratricida, estimulando lutas ou guerras entre compatriotas”. Comparo os 12 anos do governo do PT (2003/2014) com o nascimento de uma criança, aos doze anos de idade já era pra ter aprendido alguma coisa, mas não aprendeu, porque a sua educação em Cuba foi péssima e se criou no meio sujo, reforçando a tese de que “o homem é o produto do meio”.

O Partido dos Trabalhadores nunca viu nada, não sabe de nada e tem raiva de quem sabe. O governo do PT vem demonstrando nestas eleições destacada competência na descoberta de coisas que os seus adversários políticos, ou melhor, inimigos, fizeram no passado ou deixaram de fazer, ao mesmo tempo em que prova profunda incompetência em levantar os crimes que os seus cúmplices estão praticando no presente, vide o mais recente escândalo do Petrolão – atos de corrupção já viraram paisagem nos governos de Lula e Dilma. Vamos acabar de uma vez por todas com essa pandemia. Na prática, não existe “nova política” ou “velha política”, o que falta no governo é gente compromissada com a ética pública disposta a fazer a “boa política”, desvinculada de esquemas espúrios; o que falta no governo é gente que faça as coisas certas com probidade, com retidão, honradez, integridade de caráter e honestidade. Jamais alguém ouvirá da minha boca que “eu tenho vergonha de ser brasileiro”; as pessoas ouvirão sim eu dizer que “tenho vergonha daqueles que traíram o povo, daqueles que não fizeram por onde merecer a confiança dos brasileiros, daqueles que macularam a Pátria, daqueles que mancharam de vermelho-sangue a nossa Bandeira Nacional”. Não sei quanto tempo mais eu tenho de vida, todavia, peço a Deus que me permita ver a tão sonhada mudança – não simplesmente a troca de poder ou a alternância de poder –, peço a Deus que me conceda a oportunidade de assistir à derrota dos pecadores a favor dos justos, a vitória do bem contra o mal. O Brasil é um país indivisível.

“Em uma sociedade mantida pela mentira, qualquer expressão de liberdade é vista como loucura”.

Emma Goldman

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Brasil dividido

  1. Estamos entrando em uma guerra, injusta,mal intencionada,caluniosa, homicida. Muitas pessoas apelaram para não votar na Dilma, desde a 1ª vez que ela tornou-se candidata.O face bombou de noticias,quase ninguém levou a sério,a informação demorou a chegar. O ego deles estavam latejando de maldades, votos foram tirados das urnas, enfim o conselho chegou tarde, acreditamos que como mulher ela poderia ser a mãezona do Brasil, os PODRES estavam bem escondido,mas bastou puxar uma pequena linha para desmanchar a costura toda. A solução esta nas mãos do povo brasileiro,nos políticos, empresários, enfim toda sociedade.Tomara que tudo isso que esta acontecendo, seja apenas um pesadelo, daqueles que não queremos nem sonhar de novo. O povo brasileiro sempre combateu as guerrilhas, seja elas de que lado vier. Foi assim em vários estados do nosso imenso Brasil.Não tenhamos MEDO. Brasileiro de bem, honesto, trabalhador, não se intimide, vamos limpar mais uma vez esse sangue que derramaram na nossa bandeira. TENHO CERTEZA QUE VAMOS TOMAR ATITUDES CERTAS. Tenhamos FÉ, ESPERANÇA, pois este PAÍS É ABENÇOADO POR DEUS. A vc Jornalista Augusto o meu sincero agradecimento pela sua dissertação, tão bem explicada. Somos a maioria de pessoas bem intencionadas e temos orgulho de sermos chamados de BRASILEIROS.

    Publicado por Nair Santos | 14/10/2014, 00:46
    • Nair, eu fico feliz pelo seu posicionamento como cidadã brasileira, ao tempo em que agradeço por suas palavras. Sei que não é tarefa fácil a “reconstrução” do Brasil, porém, quando damos início às obras sempre priorizamos tarefas, neste caso, o governo federal é prioridade na ação de demolição.

      Forte abraço,

      Augusto Avlis

      Publicado por augustoavlis | 14/10/2014, 06:28

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