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Política

Eleições 2014, 1º Turno – parte II

1Proclamado pelo plenário do TSE – Tribunal Superior Eleitoral o resultado do 1º Turno das Eleições 2014, a mídia divulgou os números oficiais das 428.894 Seções Eleitorais apuradas (100%). Dilma Rousseff (PT) 43.267.668 votos (41,59%), Aécio Neves (PSDB) 34.897.211 votos (33,55%), Marina Silva (PSB) 22.176.619 votos (21,32%), Luciana Genro (PSOL) 1.612.186 votos (1,55%), Pastor Everaldo (PSC) 780.513 votos (0,75%), Eduardo Jorge (PV) 630.099 votos (0,61%), Levy Fidelix (PRTB) 446.878 votos (0,43%), Zé Maria (PSTU) 91.209 votos (0,09%), Eymael (PSDC) 61.250 votos (0,06%), Mauro Iasi (PCB) 47.845 votos (0,05%), Rui Costa Pimenta (PCO) 12.324 votos (0,01%). Todos os 11 candidatos em disputa pela Presidência da República somaram 104.023.802 votos válidos. A maioria absoluta dos eleitores sinalizou que quer mudança, de modo que 58,41% demonstraram nas urnas esse sentimento. Não dá para comparar os resultados deste 1º Turno de 2014 com os resultados do 1º Turno das Eleições de 2010, porque de lá pra cá muitos eleitores esclarecidos morreram e muitos eleitores desinformados atingiram a idade de votar, além disso, o cenário político hoje é outro. Aproveitando a moda do “dedo no olho” que o PT quer lançar, se fizermos o cruzamento desses dados seria o mesmo que comparar o olho do C#*$@U com a Feira Internacional de Bruxelas. Uma coisa não mudou no governo do PT, muito pelo contrário, se sofisticou, estou falando da corrupção.

Dilma Rousseff ganhou com folga na Região Nordeste, exceto em Pernambuco, obtendo mais de 50% dos votos válidos (MA, PI, CE, RN, PB, AL, SE, BA). Conhecidos como “Votos da miséria”, uma espécie de reserva técnica de eleitores mantida pelo governo petista há 12 anos; votos quantitativos que eventualmente podem decidir uma eleição a favor da situação. Na visão do PT são eleitores pouco esclarecidos que não reclamam do governo, por isso não formam opinião, são dependentes dos programas assistencialistas e paternalistas, uma espécie de boiada que segue o tocar do sino. Aécio Neves despontou em São Paulo conquistando pouco mais de 10 milhões de votos. Nos colégios eleitorais onde os eleitores possuem discernimento, formação política, informação, educação e cultura, os sistemas de governo pouco democráticos não conseguem se sobressair nas urnas. Isso é um fato. Marina Silva representa um capital político significativo, por conta disso tem que pensar como estadista, usar a sua força para ajudar a promover a indispensável limpeza ética na política ou em boa parte dela. Rogo à Marina que não demore na tomada de decisão a favor de Aécio Neves, caso contrário ela ficará sozinha, porque as adesões da sua base aliada ao candidato tucano já estão acontecendo. Deixar para depois a discussão de filigranas de projetos e propostas programáticas é postura inteligente. Alianças de consenso são bem-vindas, ao contrário, alianças interesseiras devem ser desprezadas. Como identificá-las antes de formalizá-las? A verdade é que a saída do PT da Presidência da República significa que os seus mal feitos cometidos nos 12 anos de governo virão à tona, com transparência, com isenção, sem a interferência de políticos e ou de Partidos que o apóiam, que, aliás, estão no mesmo barco. O pavor de isso acontecer tem tirado o sono do PT da Dilma “Guerra e Ódio” e do Lulinha “Paz e Amor”. O meu corretor ortográfico insiste novamente afirmando que é “da Lulinha”. Cara de viado eu acho que o Lula não tem, ele tem é cara de ladrão.

O TSE aprovou o início da propaganda política obrigatória na televisão a partir da quinta-feira, 09 de outubro, no horário de 20h30min, atendendo ao pedido dos coordenadores dos dois candidatos a presidente da República. Do dia 10 em diante, até a sexta-feira, 24/10, os programas eleitorais de rádio serão transmitidos em dois horários, 07h00min e 12h00min, e na televisão serão exibidos também em dois horários, 13h00min e 20h30min. Cada candidato terá 10 minutos de exposição. Como a candidata Dilma Rousseff foi a mais votada no 1º Turno será a primeira a abrir o programa político na televisão com aquela sua cara de “prisão de ventre”.

Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem 33 milhões de analfabetos funcionais, número equivalente a 16,5% da população, ou seja, pessoas com menos de quatro anos de estudo. Desses 33 milhões, 16 milhões são pessoas com mais de 15 anos que ainda não foram alfabetizadas. Como exigir dos analfabetos funcionais, desqualificados por natureza imposta, que opinem sobre política, que avaliem os políticos e, teoricamente, que errem menos na hora de votar. Isso não é um pressuposto, é uma triste realidade que vem assolando o país há décadas. A falta de educação de qualidade interfere diretamente na iniciação política do cidadão, e a falta de informação o reduz drasticamente à condição de indigente cultural. Outra questão a observar é a seguinte: O novo Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, reduziu, em seu Art. 5º, a “maioridade civil” de 21 (vinte e um) anos para 18 (dezoito) anos de idade, mas, imperativo afirmar que não houve contrapartida no que se refere ao preparo intelectual para o exercício desse qualificado direito, de modo que, na média geral, os jovens não estão evoluindo na escala desejada e estão demonstrando total desinteresse pelas coisas sérias, não querem saber de problemas político-sociais mesmo que estes interfiram negativamente na sua vida – votam por obrigação e na hora de escolher os seus representantes preferem marcar “todas as opções estão corretas”. Como dizia George Bernard Shaw “Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela”.

Na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, promulgada em 05 de outubro de 1988, faço leitura do CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS POLÍTICOS. Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – Plebiscito. II – Referendo. III – Iniciativa popular. § 1º – O alistamento eleitoral e o voto são: I – Obrigatórios para os maiores de dezoito anos. II – Facultativos para: a) Os analfabetos; b) Os maiores de setenta anos; c) Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. Com relação a este item (c), o voto aos 16 anos foi uma conquista do movimento estudantil, incorporada à constituição de 1988. Naquela época os jovens participavam mais da vida política nacional, tinham interesse em se manifestar através do “voto consciente”; de lá pra cá, essa espontânea vontade vem perdendo força. Segundo o TSE – Tribunal Superior Eleitoral dos 142,8 milhões de eleitores, 1,6 milhão tem 16 ou 17 anos, número mais baixo nos últimos 20 anos. Para se ter uma ideia, nas eleições presidenciáveis de 1994 o número era de 2,4 milhões de eleitores menores de idade; em 2002 caiu para 2,2 milhões. O presidente do TSE, ministro do Dias Toffoli, concluiu que o número tem diminuído em função de que esses jovens estão atingindo a maioridade, porém, eu digo ao eminente ministro que a fila está andando, jovens atingem a maioridade e outros chegam à idade de 16 anos; ele desconhece a proporção e também os verdadeiros motivos que levam os jovens a fugir das urnas. Insisto em dizer que o Brasil precisa de “voto qualitativo”, e enquanto não atingir isso que seria “o melhor dos mundos”, tem que se sujeitar ao “voto quantitativo” que elege políticos medíocres e descompromissados com a Coisa Pública.

“A luta continua, uma luta que sem dúvida será, mais uma vez vitoriosa, porque é a luta da maioria do povo brasileiro. […] Uma vez mais, o povo brasileiro me honrou com sua confiança e me deu a vitória neste primeiro turno. […] Sem o presidente Lula eu não teria chegado aonde cheguei, não teria conseguido realizar o sonho de fazer um Brasil melhor. […] O povo brasileiro quer mais avanços e diz que vê, no projeto que eu represento, a mais legítima e confiável força de mudança. É uma responsabilidade que nós, que defendemos este projeto, temos que assumir diante da história”.

Dilma Rousseff

“Está na hora de unir nossas forças contra Dilma. […] Minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças, é um sentimento mais puro de todos os brasileiros que ainda têm a capacidade de se indignar. […] Todos os que querem contribuir com nosso projeto são bem-vindos. […] Aos ideais e sonhos de Eduardo Campos a minha reverência, saberemos transformá-los em realidade”.

Aécio Neves

“Manteremos reuniões e estaremos conversando entre nós. O Brasil sinalizou claramente que não concorda com o que está aí. […] Temos uma aliança de vários partidos e tomaremos uma posição conjunta, mantendo aquilo que nos une, nosso programa. […] Temos tempo, mas é preciso levar em conta o sentido de urgência”.

Marina Silva

Somos testemunhas de campanhas acirradas com ataques generalizados, sobretudo da parte da candidata à reeleição Dilma Rousseff, que vê nas agressões uma forma de defesa, uma maneira de mostrar força junto ao seu eleitorado. O governo será questionado em três pontos nevrálgicos: Corrupção na Petrobras, Economia (PIB – Produto Interno Bruto projetado para fechar em 0,3%) e Inflação (O IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acelerou 0,57% no último mês de setembro, fazendo com que o acumulado em doze meses chegasse a 6,75%). Dilma Rousseff continuará adotando o slogan “Dilma Guerra e Ódio” – não me toquem porque eu parto pra briga; não me dirijam a palavra porque eu odeio todos vocês. A “Lua de sangue” (eclipse total em que o astro fica avermelhado) será vista novamente no Brasil nos próximos dias durante as gravações do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” – versão II. Sinopse: O sertanejo Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher Marisa Letícia Lula da Silva levam uma vida sofrida no interior de Pernambuco, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Lula tem um plano: entrar num Sindicato e usar o dinheiro das contribuições sindicais para se tornar político. Quando está com os bolsos cheios se vê obrigado a repartir a grana com os seus cúmplices. Chegado o momento da partilha, Lula os engana e ainda os denuncia à Polícia. Um dos cúmplices, José Dirceu, se irrita e ameaça matá-lo. Lula e sua esposa resolvem ir embora para Brasília, deixando tudo para trás. Já político eleito, Lula decide juntar-se a um grupo de parlamentares, com lideranças corruptas predispostas a assaltar o Estado Brasileiro em busca do paraíso financeiro. José Dirceu e os seus seguidores então decidem não perseguir e matar Lula, ao contrário, se junta ao bando de Lula e segue orientações do chefe para administrar o Mensalão. O esperto e mafioso Lula envolve o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federa na trama e consegue condenar José Dirceu e a sua trupe de ladrões corruptos, e, nos tribunais livra-se deles e conquista a pecha de “ladrão teflon”. Diante de tanto sucesso, Lula foi convidado para protagonizar o filme “Petrolão Tupiniquim”, porém, impôs algumas condições: que Dilma Rousseff seja a atriz principal, que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa morram de fato na perfuração de um poço de mamatas e que o ex-ministro Joaquim Barbosa não aceite o convite de Aécio Neves para ser o seu Ministro da Justiça.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Eleições 2014, 1º Turno – parte II

  1. TUDO PELO DINHEIRO,PODER, GANANCIA E CONTROLE DA HUMANIDADE, ATÉ ONDE CHEGAREMOS COM ESSA TURMA! ESSE PLANETA SEMPRE FOI GOVERNADO ASSIM. CORTA-SE UM DEDINHO PARA RECEBER INDENIZAÇÃO,VENDE-SE ATÉ LUGAR NO CÉU, IMAGINA O PAI, MÃE,TIA, AVÓ, SOGRA…JÁ ESTÃO TODOS VENDIDOS. CONTINUAMOS A TER ESPERANÇA DE UM DIA MELHOR,TOMARA QUE NUNCA A PERCAMOS…
    SOMOS UM POVO FORTE,APESAR DE SEMPRE FAZEREM DESTE POVO PALHAÇOS SEM PICADEIROS, COM MENTIRAS DESLAVADAS, E TERMOS QUE ENGOLIR A SECO.

    Publicado por Nair Santos | 11/10/2014, 22:46
    • Não há mal que sempre dure… A questão é acreditar; acreditar sempre na mudança, de modo que algum dia ocorrerá. Tenhamos fé, não percamos a esperança. O Brasil é muito maior e o seu povo ordeiro.

      Forte abraço,

      Augusto

      Publicado por augustoavlis | 11/10/2014, 23:31

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