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Política

Lei da sobrevivência

1Até o mais limpo dos porcos ingleses é capaz de se sujar quando em contato com a chafurda brasileira, resta saber em quanto tempo isso se dará. Para não haver risco de contaminação é preciso acabar com a pocilga onde os porcos imundos comem. Marina Silva, com a ideia de implementar no Brasil o que ela chama de “Nova Política”, deve se considerar uma “agente pública limpa”, de modo que para garantir a governabilidade, que atenda aos padrões de limpeza, terá que fazer uma seleção natural no Congresso Nacional e separar os “políticos limpos”, assim como ela, dos políticos “sujos”, que estejam contra ela. Resta saber se os “políticos limpos” estarão a salvo dos “políticos sujos” e seguros no seu quadrado de tal forma que o seu cocho não seja dividido com os demais porcos, perdão, políticos. A cerca divisória tem que ser bem forte, porque na falta de lavagem o canibalismo é inevitável, e aí meus amigos, todos se esquecem da sua origem, da sua condição e do seu estado de limpeza.

A Lei da sobrevivência vale para todos os animais, sobretudo para os racionais que estão em perigo iminente. Quando o filósofo inglês Herbert Spencer (27/04/1820 – 08/12/1903) assinou a autoria da expressão “Sobrevivência do mais apto”, à época, jamais poderia ter imaginado que as suas ideias, fundamentadas no “Liberalismo Clássico” fossem distorcidas, e ainda são. Muito embora tenha aplicado na sua obra geral as Leis da Evolução, aplicáveis a todos os níveis da atividade humana, Herbert Spencer, em momento algum, defendeu o extermínio de indivíduos considerados mais fracos, muito pelo contrário, foi um exemplar e notável opositor dos governos autoritários e de qualquer forma de coletivismo, de colonialismo, de imperialismo e opressão, seja através das guerras ou de ideologias contrárias à liberdade. Na verdade, a frase “Sobrevivência do mais apto” denota o conceito de “Competição pela sobrevivência”, podendo também formatar a ideia da “Competição pela predominância”.

Impressionante como essa teoria vem sendo aplicada na prática política com requintes da mais perfeita destruição. Na cadeia alimentar dos homens sempre haverá predadores e parasitas na disputa por recursos que os mantenham vivos – considere-se também a concorrência pelas oportunidades, como forma de alimento dos interesses, em substituição à comida original. O que temos no cenário político brasileiro são políticos dispostos a matar a própria mãe para aumentar as suas chances na competição e, o que é pior, esses maus políticos influenciam negativamente os demais competidores. Na comparação com o reino animal irracional não há diferenças, os racionais se utilizam de estratégias para vencer a luta, tanto pela sobrevivência, quanto pela predominância, multiplicam os seus descendentes, canibalizam os indivíduos da mesma espécie, defendem a perpetuação de si próprios – os meios empregados são aceitos pela natureza humana.

Ontem, sexta-feira, 29, foi divulgada a mais recente pesquisa eleitoral pelo Datafolha indicando rigoroso empate, não técnico, entre as candidatas Dilma Rousseff (PT), a atual presidente da Copa & Cozinha candidata à reeleição, e a ex-senadora Marina Silva (PSB), ambas com 34% das intenções de voto. O senador Aécio Neves (PSDB) aparece em 3º lugar com 15%. Onze dias antes, o Datafolha divulgou pesquisa pela corrida presidencial na qual Dilma Rousseff tinha 36% (perdeu 2%), Marina aparecia com 21% (ganhou 13%) e Aécio Neves alcançava 20% (perdeu 5%). Desempenho dos demais candidatos a presidente da República: Pastor Everaldo (PSC) 2%, José Maria (PSTU) 0%, Eduardo Jorge (PV) 0%, Luciana Genro (PSOL) 0%, Rui Costa Pimenta (PCO) 0%, Eymael (PSDC) 0%, Levy Fidelix (PRTB) 0%, Mauro Iasi (PCB) 0%. Os candidatos que aparecem com 0% são os que não atingiram 1% individualmente das intenções de voto, mas, que somados, os sete candidatos têm 1%. Brancos e nulos somam 7% e Não souberam responder com o mesmo percentual de 7%. A contar com o dia de hoje temos pela frente 37 dias até o primeiro turno das eleições (05/10), de modo que muita coisa pode acontecer até lá – não sabemos o quê, mas que vai acontecer alguma coisa isso eu tenho certeza.

Os mistérios, nesse momento, estão envolvendo a “Competição pela sobrevivência” e não a “Competição pela predominância” – de duas uma, ou cairá outro avião, ou Marina Silva pode ser acometida da mesma doença que “matou” Tancredo de Almeida Neves (04/03/1910 – 21/04/1985), eleito presidente do Brasil em 15 de janeiro de 1985 pelo voto indireto de um colégio eleitoral, tendo como antecessor o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, o último presidente do período do regime militar. Tancredo Neves “adoeceu gravemente” em 14 de março de 1985, véspera da sua posse, vindo a falecer no dia 21 de abril de 1985, cuja Causa Mortis decretou-se oficialmente “Diverticulite” (uma inflamação que se manifesta basicamente no intestino grosso, parte final do intestino que se distribui pelo abdômen formando uma espécie de U invertido). José Sarney sucedeu Tancredo Neves. O mistério manifestando-se novamente na história política brasileira. Melhor deixar os ossos onde estão.

A ex-senadora Marina Silva não logrou êxito na criação e registro do seu Partido Político particular, Rede Sustentabilidade. Não deixa de ser um nome sugestivo; ela precisará de uma rede tecida com fios de aço para se sustentar no poder caso eleita presidente da República no pleito de 05 de outubro próximo. As piranhas que estão nadando no Congresso Nacional estão aguardando o momento propício para comê-la viva, aos pedaços. A própria vida é o laboratório sociológico, e o que você faz na vida as experimentações. Ponto final. Dois indivíduos brigam acirradamente entre si e quando aparece um terceiro ameaçando os dois tratam logo de se unir para destruí-lo. Destruída a ameaça, os dois primeiros voltam a brigar do ponto onde pararam. É assim na vida política. Não me surpreenderei se alas específicas do PT se unirem a alas sigilosas do PSDB para, juntas, tentar desestabilizar a candidatura de Marina Silva em determinados Estados da Federação, sobretudo se isso vier causar-lhe reflexos negativos no resultado nacional obtido nas urnas. A propósito Alpino, o peixe que representa o PT não é deste tamanho todo, é um pouco menor, de modo que está diminuindo pela falta de ração – e a sua cor vermelha está se tornando roxa, por transmitir a sensação de tristeza e introspecção.

Augusto Avlis

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alpino

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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