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Política

Estopim aceso – 9ª parte

1O DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014 é uma bomba de efeito retardado. Leia-se: Bomba de efeito retardado, trata-se de um explosivo que possui um dispositivo que retarda a explosão até um tempo determinado – mas ela explode, levando junto quem tenta desarmá-la. O Executivo conseguiu fragilizar os demais Poderes da República, o Poder Legislativo (Congresso Nacional com as suas duas Casas de Leis, Senado Federal e Câmara dos Deputados) e o Poder Judiciário, representado pelo Supremo Tribunal Federal, instância máxima da Justiça. Assim sendo, com destacado louvor, instaura-se no Brasil uma nova modalidade de governo: Ditadura Branca. O Partido dos Trabalhadores (Criptocracia), no topo do poder faz 11 anos e meio, como um “governo protegido”, tenta se esconder das críticas populares e, por questões de sobrevivência, não se expõe desnecessariamente. O PT é o “Governo-Sombra” do próprio PT – que arranca o “poder real” das mãos dos representantes públicos eleitos em votações diretas, exercendo-o por trás dos palcos e totalmente fora do controle das Instituições Democráticas. O PT, enquanto “Governo oficial visível”, é subserviente ao PT, enquanto “Governo-Sombra”, que, na verdade, esse “Governo secreto” passa a ser considerado o ‘Poder Executivo real’, no caso, exercido por Lula – um político de Extrema-esquerda, astuto e antipatriótico. O maior Poder da República, o povo, assiste impassível, indiferente aos horrores da política.

Bater na mesma tecla pode quebrar o piano, no entanto, vale ressaltar que as mais importantes manifestações podem ser feitas, a qualquer momento, pelas Instituições Democráticas. Células de repúdio estão se reproduzindo, a rigor, pelos congressistas, de tal forma que contaminar o corpo da sociedade é uma possibilidade não descartada neste ano eleitoral. Posto isso, sempre prevalecerá aquela máxima “para que um político consiga projeção junto aos eleitores antes precisa destruir outro político”. Esta relação ‘um por um’ mudou, tanto que agora, quanto mais políticos um só consiga destruir, melhor, porque abre caminho para os colegas de mesmo Partido, ainda que correndo o risco de se tornar ‘boi de piranha’, escolhido para o sacrifício para que políticos mais valiosos não sofram ameaças. Os protestos de rua arrefeceram-se às vésperas da abertura da Copa do Mundo FIFA 2014. Entrementes, o céu mudou de cor, saiu do cinza para o azul de brigadeiro, a carranca na cara das pessoas deu lugar ao falso sorriso. É assim mesmo, o Brasil precisa dessa festa para se sentir vivo. Os problemas de maior envergadura são deixados para trás ou esquecidos para sempre – mesmo com a derrota do Brasil, o sonho da conquista da próxima Copa é um lenitivo, um prêmio de consolação. Prefiro bater na mesma tecla a deixar em Stand by um assunto de extrema gravidade, por isso, cito abaixo o Editorial do jornal Estadão, edição da sexta-feira, 30 de maio de 2014. Por outro lado, o povo não dá importância aos jornalistas que “tentam” formar opinião – não dá importância a nada, senão a coisas que lhe tragam alguma vantagem. É fato, também, quando falamos a mesma coisa repetidamente, o povo interpreta como “fofoca”, e aí, por cultura, ele desperta algum interesse pelo assunto, passando-o adiante ao seu modo.

MUDANÇA DE REGIME POR DECRETO

A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política – ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo – e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia. A fórmula não é muito original. O decreto cria um sistema para que a “sociedade civil” participe diretamente em “todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta”, e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de “consolidar a participação social como método de governo”. Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. O que se vê é que a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a “participação direta”. Não se trata de um ato ingênuo, como se a Presidência da República tivesse descoberto uma nova forma de fazer democracia, mais aberta e menos “burocrática”. O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem – isso sim – um efeito profundamente antidemocrático. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática (“uma pessoa, um voto”) ao propiciar que alguns determinados cidadãos, aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia, sejam mais ouvidos. A participação em movimentos sociais, em si legítima, não pode significar um aumento do poder político institucional, que é o que em outras palavras estabelece o tal decreto. Institucionaliza-se assim a desigualdade, especialmente quando o Partido (leia-se, o Governo) subvenciona e controla esses “movimentos sociais”. O grande desafio da democracia – e, ao mesmo tempo, o grande mérito da democracia representativa – é dar voz a todos os cidadãos, com independência da sua atuação e do seu grau de conscientização. Não há cidadãos de primeira e de segunda categoria, discriminação que por decreto a presidente Dilma Rousseff pretende instituir, ao criar canais específicos para que uns sejam mais ouvidos do que outros. Ou ela acha que a maioria dos brasileiros, que trabalha a semana inteira, terá tempo para participar de todas essas audiências, comissões, conselhos e mesas de diálogo? Ao longo do decreto fica explícito o sofisma que o sustenta: a ideia de que os “movimentos sociais” são a mais pura manifestação da democracia. A História mostra o contrário. Onde não há a institucionalização do poder, há a institucionalização da lei do mais forte. Por isso, o Estado Democrático de Direito significou um enorme passo civilizatório, ao institucionalizar no voto individual e secreto a origem do poder estatal. Quando se criam canais paralelos de poder, não legitimados pelas urnas, inverte-se a lógica do sistema. No mínimo, a companheira Dilma e os seus amigos precisariam para esse novo arranjo de uma nova Constituição, que já não seria democrática. No entanto, tiveram o descaramento de fazê-lo por decreto. Querem reprisar o engodo totalitário, vendendo um mundo romântico, mas entregando o mais frio e cinzento dos mundos, onde uns poucos pretendem dominar muitos. Em resumo: é mais um ato inconstitucional da presidente Dilma. Que o Congresso esteja atento – não apenas o STF, para declarar a inconstitucionalidade do decreto -, já que a mensagem subliminar em toda essa história é a de que o Poder Legislativo é dispensável.

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A informação é o fato, enquanto notícia – opinião é o que você pensa sobre ela. Portanto, um modo de ver, um juízo de valor, um conceito formado. O meu Blog opiniaosemfronteiras.com tem esse fundamento como missão. A presidente petista Dilma Rousseff decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe? Um ato de truculência política com certeza é. Os membros dos movimentos sociais (arregimentados pelo governo) são condecorados com a Cruz de Ferro. Segundo a história os maiores golpes são aqueles dados pela Esquerda. O vermelho é a cor que representa o poder absoluto dos reis – a cor símbolo do Partido dos Trabalhadores, do comunismo, do sindicalismo e das manifestações populares; a ‘Bandeira Vermelha’ está identificada, associada à ‘Esquerda Revolucionária’. Aqui no Brasil, em especial, ao longo dos tempos, o romantismo decorrente da pseuda libertação das garras capitalistas, cedeu lugar ao drama das páginas policiais ocupadas por integrantes da Esquerda. Cumplicidades que vão se formatando com a finalidade de tomar de assalto o Estado e suas Instituições.

Postulo algumas opiniões; a teoria conspiracionista (doutrinas conspiratórias) se fundamenta em estratégias de manipulação, seja de governos, economias e pessoas – as ‘informações’ são administradas. Tenho a impressão de que o mundo é governado por “líderes ocultos”, sem rosto, sem identidade, sem projetar imagem. A população do planeta não os conhece, não tem a mínima ideia de quem sejam. Os líderes ocultos formam o que chamamos de “Sociedades Secretas” – Redes de Poder –, unidos por juramentos uníssonos. Creio na existência de uma elite oculta chamada Illuminati que controla os destinos do mundo, infiltrando-se nos sistemas de ‘governo real’. O Lula seria uma espécie de ‘estafeta’ desses líderes? O Lula estaria sendo usado para a implementação de um ‘Regime de Exceção’ no nosso país? Leia-se: “Regime de Exceção é uma forma de governo ditatorial ou de emergência, que resulta de uma revolução, ou golpe de Estado”. Se concordarmos com a deslegitimaçãodas Instituições brasileiras, estaremos a um passo da servidão.

As elites culturais do país não se manifestam, calam-se diante da realidade. O maior problema do Brasil é a desonestidade, que move a corrupção – uma pessoa honesta, por tendência, não é corrupta. Escolho uma classe de políticos, os prefeitos municipais, a falta de probidade por parte deles é notória. Quando o prefeito (base da pirâmide governamental) não tem chance de reeleição, a primeira providência que toma é esvaziar os cofres do município. Enganar a população e mentir sobre os seus atos velhacos são regras básicas – delitos e fraudes são deveres de ofício. As verdadeiras reformas nascem do clamor popular. Se o povo não consegue mudar os políticos, será que Deus conseguirá mudar o povo? O governo federal fará de tudo para materializar os seus intentos, para tanto usará de uma fórmula muito simples: aparelhamento do Estado, controle dos meios de comunicação, sucateamento e rendição das Forças Armadas, extinção da representatividade do Congresso Nacional, degeneração da Justiça, manutenção do povo sáfaro com a deterioração do processo educacional.

Amigos leitores, estou devendo uma visita ao Presídio da Papuda, talvez eu vá lá no dia do jogo entre Brasil e Camarões no próximo dia 23, e faça companhia ao coitado do José Dirceu, ‘Capitão-do-mato’ de Lula – uma pessoa ainda muito temida por todos. Sentarei bem ao lado dele e prometo que tentarei arrancar a sua opinião sobre o Decreto nº 8.243, assinado pela ex-guerrilheira e companheira Dilma, o que ele, honestamente, acha do assunto. Os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil no dia 12 de junho, dia da abertura da Copa, e os poucos manifestantes, se houver, aproveitarão o momento para mostrar as vísceras do país – não importando saber a mando de quem.

A contagem regressiva continua, mas está acabando.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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