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Política

Espionagem

1Segundo documentos divulgados pelo ex-técnico da NSA, Edward Snowden, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos monitorou as comunicações da presidente Dilma Rousseff com assessores. Impressionante como as autoridades brasileiras estão reagindo e se posicionando a respeito da “notícia bombástica”, sobretudo quanto à “invasão de privacidade”. O governo está tratando da questão como um corno ao ter a confirmação que a sua mulher o trai com o seu “melhor amigo” – só ele, o marido, até então não sabia de nada, só o mundo e a torcida do Flamengo. Realmente os Estados Unidos da América estão muito preocupados com os rumos do Brasil, com aquilo que o país tupiniquim faz ou deixou de fazer. Quem sabe, lá no fundo, existam fortes motivos que justifiquem tal espionagem, de sorte que podemos arriscar alguns palpites plausíveis: leilão da Petrobras, fundação de novo partido de esquerda, a volta do Regime Militar, a prática de homofobia no Planalto Central – entre outros. Frente à denúncia de espionagem, o staff de Dilma parece mais um bando de baratas alvoroçadas com a presença das galinhas espiãs.

“O que chama mais a atenção é que a violação de sigilo atingiu a chefe do nosso governo. […] Se violação do sigilo atingiu a presidente, o que não dizer de cidadãos brasileiros e de outras empresas? […] Queremos explicações sobre o fato e manifestamos o nosso inconformismo de que o Brasil, um país parceiro dos EUA, tenha tido a sua soberania violada. […] Entendemos que seria correto fazermos um acordo, um protocolo, que fixasse em termos muito claros do respeito a essa relação. […] Em primeiro lugar deixando claro que interceptação de dados só pode ser feita em território brasileiro com ordem judicial. […] Um protocolo que respeitasse o direito dos dois países e que garantisse que o ilícito pudesse ser investigado; sobre questões pontuais que pudessem melhorar o entendimento entre os dois países”.

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Todos os 07 (sete) presidentes da Nova República (De 1985 até a atualidade) foram objeto de espionagem cibernética por parte dos países do “Grupo Especial”, ou do primeiro mundo. O 36º presidente do Brasil, Dilma Rousseff, (De 01 janeiro de 2011, em exercício), é um governo de esquerda, portanto, foi descoberta espionagem nível vermelho praticada pelos Estados Unidos. O 35º, Luiz Inácio Lula da Silva, (De 01 de janeiro de 2003 a 01 de janeiro de 2011), também foi um governo de esquerda, alvo de espionagem nível vermelho. O 34º, Fernando Henrique Cardoso, (De 01 de janeiro de 1995 a 01 de janeiro de 2003), governo de direita, teve liberdade vigiada. O 33º, Itamar Franco, (De 29 de dezembro de 1992 a 01 de janeiro de 1995), governo indeciso, também teve a liberdade vigiada. O 32º, Fernando Collor de Mello, (De 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992), governo maluco, recebeu por parte dos EUA espionagem nível laranja. O 31º presidente, José Sarney, (De 15 de março de 1985 a 15 de março de 1990), governo poético, da hiperinflação e da moratória, foi alvo de espionagem ‘Arco-íris’. O 30º, Tancredo Neves, faleceu antes de tomar posse; dizem nos corredores do Palácio que foi assassinado por Deus. No saudoso (considerando a atual realidade brasileira) Regime Militar, de 1964 a 1985, o Brasil foi “vítima” de escutas telefônicas realizadas por ele mesmo, contra ele mesmo.

No mercado internacional da espionagem o Brasil é um produto desprezível, de modo que não atenta contra a segurança interna de qualquer país. Como país vocacionado ao pacifismo, o Brasil não tem nada a esconder de ninguém; é só perguntar que ele responde – sempre foi assim em toda a sua história. O governo Dilma Rousseff não pode criticar o programa de espionagem americano porque já provou por A + B que é incompetente nessa matéria; prova maior é a famigerada “Comissão da Verdade”, que tenta fazer morto falar e espionar quem já morreu.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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