>
Você está lendo...
Política

DIA NACIONAL DE LUTA

DIA NACIONAL DE LUTA

As Centrais Sindicais não têm espírito público, e sim corporativista.

Por isso, o povo brasileiro não foi para as ruas, pros becos, pra frente dos palácios e das casas dos políticos, nas mesmas proporções dos movimentos populares ocorridos no mês passado. Junho, verdadeiramente, deixou marcas na história. História contada com sentimento de patriotismo, por gente como a gente, simples, que fez questão de provar que ainda tem sangue nas veias e vergonha na cara. Um grito de socorro foi ouvido nos quatro cantos do país que ecoou também pelo resto do mundo. Ontem, dia 11 de julho de 2013, no Dia Nacional de Luta, as Centrais Sindicais me passaram a sensação de um “Estado de faz de conta”, que realmente não estavam preocupadas com as queixas do povo, mas sim com os interesses dos políticos. Um movimento à parte, que não teve nada a ver com os clamores anteriores.

Combalidos, agradecemos o pão nosso de cada dia, e a massa trabalhadora deve ter ficado esperançosa depois das bravatas por parte das Centrais Sindicais. Bandeiras tremulando, pequenos agrupamentos humanos seguiam o soar dos sinos, enquanto o apito das fábricas emudecia. A desgraçada mão-de-obra, “comprada” a preço de banana pelos donos do capital, por hora, viu-se satisfeita com os R$ 50,00 pagos por algumas Centrais Sindicais a cada manifestante não sindicalizado para que participasse das passeatas sociais na Avenida Paulista em São Paulo – fato que também deve ter ocorrido em outras capitais. A CUT, Central Única dos Trabalhadores, nega veementemente aos pés da Santa Cruz. “Essa não é uma prática da CUT. […] Já ouvi falar também que tem Centrais Sindicais que alugam esse tipo de serviço, mas eu não posso afirmar nada porque não tenho conhecimento de nenhuma situação como essa. O que eu posso afirmar é que essa não é a prática da Central Única dos Trabalhadores”. Declarou o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima. Nada de novo sob o sol de inverno; da mesma forma que o eleitor vende o seu voto por um copo de pinga, por uma dentadura usada, por uma promessa de salvação, enfim, o manifestante também pode vender cada passo que dará na rua por R$ 0,05, cada grito por R$ 0,10 e cada bordoada que levará da polícia por R$ 1,00 – no somatório, R$ 50,00 é um preço justo.

Veja excelente galeria de fotos clicando neste Link http://glo.bo/1b2oobt

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se aos outros seguidores de 159

%d blogueiros gostam disto: