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Política

Cantou, cantou e não pôs os ovos!

foxMeu avô era avicultor. Aprendi com ele que as galinhas poedeiras começam a pôr ovos a partir de os 04 meses de vida, mas isso não é regra geral, de modo que algumas aves começam a postura dias antes e outras dias depois. A qualidade da ração influi no equilíbrio alimentar. Ao completar 02 anos, a produção das galinhas cai até parar. Então, a avicultura nos ensina que pôr ovos não é um ato contínuo, mesmo que uma boa galinha consiga pôr 300 ovos por ano, quase 01 ovo por dia de expediente não contínuo. Galinhas também se assustam muito com a aproximação das raposas, talvez por isso que elas cantam, cantam e não põem os ovos, só assim elas conseguem frustrá-las, as raposas, que vão embora sem comer os ovos. Por hora, as galinhas em si não fazem parte do cardápio, porque o galo canta até se esgoelar para mostrar ao galinheiro que continua vivo, no comando das galinhas, protegendo-as, e somente ele pode comê-las, sim, comê-las, literalmente. Cantando, o rei galo propõe desafiar os galos invasores e uma maneira instintiva que encontrou para marcar o seu território. Por teoria, cada galinheiro oficial tem apenas um galo; na probabilidade de um frango crescer rápido, seria sumariamente abatido a bem da liderança imposta. A presidente Dilma Rousseff completou 29 meses e 21 dias de governo na última sexta-feira, 21/06/2013, dia do seu pronunciamento em rede nacional se posicionando diante das manifestações populares que tomaram conta do Brasil nos últimos dias. O que fez Dilma Rousseff (PT) nos 02 anos, 05 meses e 21 dias como Chefe do Poder Executivo? Apenas cantou, cantou, cantou, não pôs os ovos, enganou o eleitorado e frustrou as raposas! Enquanto isso, Lula, amigo das raposas, continua achando que é o único galo mandatário e detentor do poder. Os donos do galinheiro Brasil, o povo sublevado, decidiram cobrar das aves os seus “Lucros cessantes”. As raposas serão as próximas. Deu no que deu!

“Esse modelo de discurso levou o povo às ruas. Palavras soltas ao vento, promessas não cumpridas e mentiras reiteradas no discurso ufanista de um governo espetaculoso ao anunciar e péssimo ao executar é causa da indignação maior dos brasileiros que protestam e escrevem nas ruas o manifesto da mudança. Dilma foi a mesma de sempre. Perdeu a oportunidade de obedecer a Nação anunciando reformas. Deveria anunciar:Na próxima semana enviarei ao Congresso projeto de Reforma Política para oferecer ao Brasil, modelo político compatível com a realidade nacional. Farei isso porque no presidencialismo forte que nos governa as grandes reformas só ocorrem com o patrocínio da Presidência da República. Esse novo modelo político vai reduzir os índices de corrupção na administração pública. Iniciarei já na segunda feira a Reforma Administrativa. Reconheço ser impossível governar com 39 ministérios, secretarias, diretorias, departamentos, empresas, e milhares de cargos comissionados, que satisfazem os chupins da República, mas esgotam a capacidade de investir do Estado, além de puxar para baixo a qualidade da administração. Vou promover já a Reforma do Ministério. Reconheço que não está a altura do Brasil. É sofrível. Foi composto no balcão de negócios para atender o apetite fisiológico dos aliados. Estou determinando auditoria para investigar desvios do dinheiro público nas obras da COPA. O país tem o direito de saber porque vamos gastar mais do que gastaram nas ultimas três Copas somadas. Paro por aqui, embora pudesse ir além. A Presidente falou em transparência. Como pode falar, se nas últimas semanas determinou que os gastos com viagens ao exterior serão sigilosos a exemplo do que ocorre com despesas com cartões corporativos da presidência, além de impor a tarja de secretos aos empréstimos concedidos a Cuba e Angola? Isso é transparência? Faltou com a verdade ao afirmar que empréstimos do BNDES não se constituem em dinheiro público. Como não? São efetuados com recursos do Tesouro transferidos ao Banco para empréstimos a clubes e empreiteiras com taxas de juros subsidiados. A mentira dos últimos anos alimentou a revolta de hoje, mas a Presidente não aprendeu e deve ser condenada pela reincidência desrespeitosa” – Fala do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

“O melhor caminho para ser elogiado é morrer”.

Provérbio italiano

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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