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Política

Julgamento do Mensalão / A Lixeira – parte I

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Em 01/03/2013 publiquei, aqui no meu Blog, artigo político de manchete “A Lixeira”, como forma de desabafo, mesmo sabendo que nestas terras de Cabral falar ou manifestar com franqueza tudo o que se sente ou pensa pode provocar a ira das forças ocultas. A estatística de leitores registrou número dentro do previsto com acessos satisfatórios. A leitura, na especificidade categoria política, vem despertando interesse na sociedade de um modo geral, de sorte que isso é muito bom, sobretudo do ponto de vista da maturidade no exercício da cidadania. Disse eu no último parágrafo: Nomeei o meu filho mais novo como o meu Suporte Técnico em Informáticaem razão da minha pouca ou quase nada experiência nessa área, a exemplo de todos os semi-mortais que possuem idade semelhante. Pois bem, um dia desses, o meu STI me recomendou que esvaziasse a Lixeira do meu Notebook e removesse todos os seus arquivos para liberar espaço em disco. Com muito cuidado acessei a área de trabalho, dei um clique na pasta Lixeira e fiquei numa dúvida FDP; não sabia se organizava o conteúdo da página ou se eu restaurava todos os itens, movendo os itens selecionados da Lixeira para seus locais de origem no computador. Escrevi demasiadamente e fiz muitas anotações sobre o julgamento do Mensalão (tinha assistido a todas 53 sessões do STF), por isso a Lixeira estava tão cheia. E agora José? Como aprendi na Faculdade que produto intelectual não se joga fora sob hipótese alguma, resolvi dar uma peneirada no tal Lixo do Mensalão e editá-lo como última coisa a fazer antes de parar. Reconheço que tem coisas interessantes lá. Editadas as matérias de título Julgamento do Men$alão – A Lixeira (partes I, II, III, IV, e assim por diante), só me preocuparei com o Acórdão expedido pelo STF. E ponto final. Só voltarei a escrever sobre Política neste ano de 2013 caso aconteçam os seguintes fatos, dignos de edições extraordinárias: Revolução, Morte do Lula, Invasão do Brasil, Venda do espólio da Petrobras para Eike Batista, Implosão geral da Praça dos Três Poderes em Brasília, Extinção do Partido dos Trabalhadores, Prisão dos réus do Mensalão, Enforcamento dos traidores e vendilhões da Pátria. Falta um fato, talvez o mais improvável: Devolução aos cofres públicos de todo o dinheiro roubado pelos políticos brasileiros – Paulo Maluf está rindo à toa pela piada boba, na certeza de que isso jamais acontecerá no Brasil.

A Lixeira é uma espécie de arquivo morto, para o qual a gente destina coisas que, no íntimo, não gostaríamos de nos desfazer – exceto material orgânico em início de decomposição. Antes de começar a revirá-la, com a maestria de um mendigo faminto que perambula pelas ruas das nossas cidades, vale primeiramente fazer alguns comentários, atuais, só para não perder o costume, até porque poderão gerar novos papeis amassados, considerados inservíveis momentaneamente, e arremessados ao cesto como bolas de basquete. Pois bem, tudo indica que o Acórdão do julgamento da Ação Penal nº 470 – documento que traz detalhadamente as decisões tomadas pelos Ministros da Suprema Corte – deve ser publicado amanhã, quarta-feira, 17/04, por decisão do Ministro Joaquim Barbosa. A partir da data da publicação do Acórdão, os advogados dos réus condenados no Processo do Mensalão terão 05 (cinco) dias de prazo para recorrerem das penas condenatórias que foram votadas em plenário do STF. Segundo previsões, os Ministros analisarão esses recursos no decorrer do mês de maio próximo, coisa que não acredito que aconteça, por razões óbvias. Na quinta-feira passada, dia 11/04, sete advogados, que defendem os réus José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Roberto Salgado, Kátia Rabello e Vinícius Samarane, deram entrada novamente junto ao STF com pedido formal para que tenham acesso ao “inteiro teor” de todos os votos formulados pelos Ministros antes da publicação do Acórdão. “É humanamente impossível apresentar os recursos cabíveis em um prazo de cinco dias, quando os Ministros levaram mais de três meses, apenas, para fazer a revisão de seus votos”. Argumentaram os advogados. O presidente da Suprema Corte, Ministro Joaquim Barbosa, já negara por três vezes tal pedido. “O que a defesa de Dirceu pretende, em última análise, é a manipulação de prazo processual legalmente previsto. […] O hipotético acolhimento do pedido de divulgação dos votos escritos, antes da publicação do Acórdão, e com antecedência razoável para a interposição de recursos, acarretaria, na prática, a dilação do prazo para a oposição de embargos, ampliando-o indevidamente para um lapso temporal indefinido, que o requerente entende como razoável”. Falou Joaquim Barbosa ao negar pedido de José Dirceu.  É evidente que há intenção protelatória, de tal modo que esses recursos, e outros que houver, tendem a retardar o máximo possível o cumprimento das penas. Joaquim Barbosa não pretende cair nessa arapuca, e isso ficou bem demonstrado nas atitudes que tem tomado até então, todavia, forte pressão pode acontecer a qualquer momento por parte dos seus pares, os Ministros vogais que compõem a Corte Suprema, de sorte que tudo pode acontecer na calada da noite, longe dos holofotes da TV Justiça. Os condenados do chamado “Núcleo Político” estão encabeçando o “movimento de lesma”, naturalmente orientados pelo chefe da quadrilha, que prevê prejuízos irreparáveis à imagem da sigla partidária caso algemas de bom aço sejam colocadas nos punhos dos seus ilustres membros. É bom lembrar que dois deles, José Genoino e João Paulo Cunha, estão em pleno exercício do mandato de Deputado Federal pelo PT, ou seja, em continuidade delitiva. “Os votos proferidos foram amplamente divulgados e transmitidos pela TV Justiça. Além disso, todos os interessados no conteúdo das sessões públicas de julgamento, em especial os réus e seus advogados, puderam assisti-las pessoalmente no Plenário desta Corte. […] As partes que eventualmente pretendam opor Embargos de Declaração já poderiam tê-los preparado, ou iniciado a sua preparação, desde o final do ano passado, quando o julgamento se encerrou”. Voltou a se pronunciar o Ministro Joaquim Barbosa.

Seguindo o instinto do vira-lata, vamos ver agora o que encontrei na “Lixeira” – parte I. O Brasil está cheio de “Vendilhões da Pátria”. Bufarinheiros, gente descompromissada com os valores morais e éticos. Para essas pessoas, pouco importa os meios empregados para se alcançar os fins desejados. Um sentimento de repugnância floresce. Em pleno terceiro milênio da era cristã, vivemos no período dos senhores feudais. Vira e mexe, os tresloucados do PT vociferam nas tribunas, nos palanques, nos pastos verdejantes. Figuras notáveis do mundo político como o presidente nacional do PT, deputado estadual (SP), Rui Falcão, e José Dirceu (réu condenado no Mensalão), não conseguem esconder o ódio estampado em suas caras, nem com o melhor dos embuços. Setores radicais do Partido dos Trabalhadores e o ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins (autor do projeto), tentaram “pressionar” no bom sentido a presidente Dilma Rousseff a “regular” a famigerada mídia brasileira. Ela, estrategicamente, manteve na gaveta a tal proposta que cria mecanismos para o “controle” dos meios e veículos de comunicação. Até porque ela não é boba, sabe que futucar o Diabo com vara curta pode dar a impressão de pacto com o lado mau. Além disso, a herdeira política de Lula precisa estar bem na fita, com destacada visibilidade na vitrine, e só isso a mídia pode fazer, portanto, não fará nada para criar problemas desnecessários que venham prejudicá-la na sua caminhada rumo à reeleição, mas, caso Dilma apenas se preocupe com a maquiagem e deixe a área econômica ao Deus-dará, não conseguirá impedir que a própria mídia divulgue os índices resultantes da escalada da inflação, já dada como certa no seu governo. Rui Falcão e José Dirceu insistem na regulação da mídia, atacaram-na diretamente considerando que influenciaram o Supremo Tribunal Federal a condenar os réus do Mensalão (AP 470) e acusaram setores do Ministério Público Federal de atuarem politicamente, afirmando que estes promovem a “real oposição ao governo”. No final de 2012, já condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 10 meses por corrupção e formação de quadrilha, José Dirceu afirmou que o Partido dos Trabalhadores tem três prioridades: 1ª – Regular os meios de comunicação, 2ª – Fazer a reforma política e 3ª – Provar aos brasileiros que o “Mensalão” foi uma farsa. Se Dirceu irá materializar esses objetivos eu sinceramente não sei; só sei que os meios de comunicação de certa forma já estão “regulados” pela enxurrada de dinheiro que recebem do governo federal através de pagamentos das mídias veiculadas que, aliás, não servem para nada e também não contribuem absolutamente para a melhor informação do povo, apenas para o enriquecimento das empresas de comunicação – a mídia “bate” no governo com porrete cinematográfico por estratégia comercial e ao mesmo tempo “cura” as feridas com entorpecentes para a massa. No que se refere à reforma política posso adiantar que já está aprovada uma prerrogativa, qual seja, as chaves dos cofres públicos continuarão nas mãos da mesma plêiade de ladrões e mantendo-se os mesmos parceiros, cúmplices de sempre nas práticas criminosas. No que diz respeito ao Mensalão ser uma farsa, afirmo que os brasileiros, com inteligência mediana, sabem que a verdadeira farsa será a prisão dos condenados. A propósito, bosta também se recicla.

Leitura recomendada, clique aqui > Livro Polítitica

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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