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Política

Caixa-preta do PT

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A presidente Dilma Rousseff é a “caixa-preta” do PT. Pode ser chamada também de “caixa-negra”. Como militante do Partido dos Trabalhadores, ela é considerada um “arquivo vivo” onde estão gravadas todas as mazelas da legenda. Basta dar uma rápida olhada no seu currículo para constatar esse fato. Há 10 (dez) anos no governo em Brasília, 02 dos quais como presidente, viu muita coisa, escutou muita coisa, falou pouca coisa e fez muita coisa que o PT ordenou. É bom lembrar que Dilma Rousseff foi Ministra-chefe da Casa Civil do Brasil com mandato de 21 de junho de 2005 a 31 de março de 2010, cujo seu antecessor foi José Dirceu (cassado pela Câmara em dezembro de 2005). Antes de assumir a Casa Civil Dilma Rousseff era Ministra de Minas e Energia do Brasil com mandato de 01 de janeiro de 2003 a 21 de junho de 2005. Na verdade, em meio às tormentas, verifica-se que Dilma Rousseff já está sendo blindada pelo Marketing político de esquerda (com o aval e Briefing das forças ocultas), o mesmo que blindou Lula até agora. O ex-presidente sabe se a oposição quiser deixa Dilma em maus lençóis se obrigá-la a abrir a “caixa-preta” na presença dos passageiros da aeronave abatida.

Parando pra pensar, o presidente da República, a partir do 1º dia do 1º mandato, deveria governar para todos os brasileiros, indistintamente, declarar-se apolítico no uso da faixa presidencial e, por dever de ofício, colocar os interesses da nação em primeiro plano. Infelizmente, acontece exatamente o contrário. O presidente do Executivo Federal administra a empresa Brasil segundo cartilha do partido político, governa para poucos brasileiros, mesmo sabendo que nos programas de governo da oposição muita coisa boa e de valor poderia ser aproveitada, mas não é, se o fosse, seria o mesmo que dividir o Poder, e isso, com certeza, o PT jamais aceitaria, porque o Poder é o seu plano e programa de governo, a sua razão de existir. Poder que tem um preço pré-definido.

Tenho dito que o presidente da República, sobretudo aquele eleito com a bandeira do PT, passa os dois primeiros anos de governo sem fazer absolutamente nada, ou melhor, promove o processo de aliciamento da base aliada, e, nos dois últimos anos do mandato sobe nos palanques para desencadear a sua campanha política objetivando a reeleição. Em suma, usou o Poder durante 04 anos para satisfazer interesses próprios e o Brasil perde com isso. O pior disso tudo, é que o presidente, eleito pelo voto direto em dois turnos, e em pleno cumprimento do 1º mandato, usa a máquina do governo em prol dessa orgia política e gasta dinheiro público nas suas andanças pelo país a fim de “alimentar” o colégio eleitoral com o Bolsa Família e promessas de salvação. Banana e água para o povo, que dele só interessa o voto de cabresto.

Lula andou buzinando nos ouvidos de Dilma Rousseff, lançada pelo PT pré-candidata à reeleição em 2014, fato comprovado. Ainda com grande influência no Partido dos Trabalhadores, Lula aconselhou sua afilhada política a adotar imediatamente alguns procedimentos clássicos: intensificar o corpo-a-corpo com os partidos políticos da base aliada (manter as barganhas); com os representantes de movimentos sociais (revitalizar promessas); com sindicalistas (criar novos sindicatos de classe) e com empresários da atividade privada (perdoar dívidas federais e abrir os cofres públicos em licitações oficiosas). Ela acabou acatando, alterando a sua agenda de compromissos, e mudando, no tom e na forma, a postura de se relacionar com a sociedade dita organizada – vide como “vendeu” a redução das contas de energia elétrica. Fazer caridade com o chapéu dos outros é muito fácil. É claro que Dilma Rousseff mudaria o seu “estilo” e não descartou a possibilidade de adotar um perfil mais feminino com o propósito de atrair o eleitor masculino.

Caso Dilma realmente copie o Modus operandi de Lula, saiba de antemão que terá alguns reveses, ainda que uma cópia grosseira do original. Dilma nunca teve um perfil mais técnico, digamos que tomou um pouco mais de cuidado antes de abrir a boca. É interessante observar que Lula sabia comandar as “relações políticas” diretamente do seu gabinete no Palácio do Planalto, vide o escândalo do Mensalão, que ele nega a existência. Os maus exemplos podem ser seguidos dependendo de “pressões”. Comentei acima que o “Poder” tem um preço. No dia 25 de janeiro último, em São Paulo, Lula e Dilma se reuniram para definirem estratégias para 2013, uma vez que o ano se desenha negativo politicamente pelo baixo crescimento do país e pelo isolamento do governo, acuado pela enxurrada de denúncias. Tal quadro pessimista até pode receber uma “maquiagem de defunto”, só bastava Lula vir a público e dar satisfações ao povo sobre as sujeiras que carrega nos bolsos do paletó. Ele ainda aposta no seu capital político formado pela massa de eleitores desinformados, omissos e alheios aos acontecimentos sobejamente divulgados pais afora. O ano de 2014 está na mira dos dois, de Lula e de Dilma.

A reeleição de Dilma Rousseff dependerá de muitos fatores. Subir no palanque em Sergipe para criticar a política energética de Fernando Henrique Cardoso pareceu-me uma opção errada, ainda que considere uma resposta à direção do PSDB, mas precisamente ao senador Aécio Neves, que classificou o anúncio da redução da conta de energia elétrica (em rede nacional) como mera “antecipação de campanha política”. Diga-se de passagem, o setor energético no Brasil tem a sua gestão extremamente comprometida pelo fato do “loteamento” dos cargos-chaves que são ofertados a apadrinhados políticos, em detrimento da qualificação técnica. Só para lembrar, Dilma Rousseff foi Ministra de Minas e Energia do Brasil com mandato de 01 de janeiro de 2003 a 21 de junho de 2005. O que fez nesse período para evitar que o caos acontecesse? Outro erro de cálculo que o governo federal comete é a sua perigosa aproximação com os movimentos sociais, desprovido de discurso adequado. Na semana passada Dilma chegou a visitar um assentamento do MST – no interior do Paraná foi obrigada a ouvir críticas sobre a sua política de Reforma Agrária, mas não perdeu a pose e aproveitou para elogiar os resultados dos programas sociais promovidos por Lula e afirmou que o Brasil crescerá, sem dizer quando, como e em que nível. Só não falou que a previsão para o crescimento da economia brasileira no ano de 2012 é de 1%, porém, acredito que o índice será menor e o PIB pífio. Lula conseguiu fazer a cabeça de Dilma Rousseff em dezembro de 2012, quando estiveram em Paris, capital francesa, ela em visita oficial e ele para participar do “Fórum do Progresso Social – O Crescimento como Saída para a Crise”, evento organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaures.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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