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Política

Julgamento do Mensalão – Ninguém me ama, ninguém me quer!

Dirceu é condenado à prisão por chefiar Mensalão.

Dirceu é condenado à prisão por chefiar Mensalão.

O que José Dirceu foi no passado, por enquanto não interessa, portanto, vamos perder a mania de nos referir a determinadas pessoas usando o prefixo latino “EX”, sobretudo quando unido por hífen a um substantivo que denote importância, indicando que o nome deixou de ser aquilo que era (ex-ladrão), ou de exercer o cargo ou função que tinha (ex-ministro, ex-deputado federal). A Ação Penal nº 470 quebrou paradigmas do mundo político, além de se constituir num divisor de águas entre a presunção de intocabilidade e a fragilidade de um simples mortal sem calças. Eu sugiro que daqui pra frente tratemos o “companheiro camarada”, dirigente do PT, sem o prefixo latino “EX”, simplesmente como Zé, ou senhor Zé, em respeito à sua idade que avança sem volta. Venhamos e convenhamos, dispensá-lo um tratamento igual àquele dado aos apenados comuns seria mais justo. Como não é justa a sua preocupação para onde será mandado para cumprir pena de reclusão, em regime fechado, já que fora condenado a 10 anos e 10 meses pelo Supremo Tribunal Federal, com toda justiça. JD tem que dar graças à Deus porque a “cana” poderia ter sido muito pior.

Muita coisa ainda está para acontecer até à expedição do Mandado de Prisão. A dosimetria das penas para todos os 25 réus condenados na Ação Penal nº 470 ainda não foi concluída. A elaboração do Acórdão (decisão do órgão colegiado de um tribunal) só é factível após a decretação de todas as sentenças pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal (fase posterior à dosimetria). Os Ministros podem rever os seus votos antes do Acórdão, considerando a polêmica conceitual no que tange aos “crimes de mesma espécie” e “continuidade delitiva”, temas esses levantados em Plenário. Recursos serão impetrados pelos advogados de defesa dos réus condenados, sobretudo Embargos de Declaração e Embargos Infringentes; estes últimos rechearão a pauta da Suprema Corte porque algumas decisões não foram unânimes. Todos os recursos serão julgados. Enfim, vamos colocar mais uns três ou quatro meses até o final do julgamento da AP 470. Talvez não tenhamos o prazer de ver alguns figurões do Mensalão atrás das grades para coroar o trabalho da Justiça, por vários motivos. Segundo profecias, alguns réus serão alvo de acontecimentos inesperados, tais como, suicídios, homicídios, infartos, AVCs, operações plásticas, divisão de bens, fugas, abduções, mudanças de sexo, atos fratricidas, aposentadorias por invalidez, etc. O final do mundo está descartado.

Por que se preocupar com tamanha antecedência como um peru de festa natalícia? Pessoas mais chegadas a José Dirceu confidenciaram que ele está convencido de que irá mesmo para a cadeia, de sorte que está se preparando para isso, ainda que reservadamente – não poderia ser diferente. Informações dão conta que JD pretende protocolizar uma petição junto ao órgão jurisdicional competente no sentido de sugerir unidades prisionais de sua preferência para pousadas de longo prazo. A meu sentir, esta atitude parece-me cômica para não dizer trágica. Entre a comédia e a tragédia, prefiro a realidade das penitenciárias comuns, com superlotação, para onde deveria ser encaminhado. Geralmente os criminosos de terno e gravata não pensam nas consequências futuras decorrentes da prática pregressa de atos delituosos; na verdade não se importam com isso, mas, na iminência de pagarem ao pé das Leis, segundo a Justiça aplicada, procuram um meio que lhes garanta certos privilégios.

Impressionante como gente desse tipo ainda consegue determinadas “vantagens adicionais”, além dos direitos estabelecidos na Lei de Execução Penal, como a garantia de proteção ao réu e a sua reclusão em unidade próxima à localidade onde reside. Quem decide o local para onde deve ser encaminhado o condenado para cumprir a pena decretada? No caso de José Dirceu, por residir na cidade de Vinhedo, interior de São Paulo, provavelmente a SAP – Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, que atualmente dispõe de 149 Unidades Prisionais, das quais destaco 76 Penitenciárias e 01 Unidade de Segurança Máxima (Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes). Tá aí, local ideal para trancafiar José Dirceu, porque, uma coisa é certa, ele não pode ser classificado como preso de “baixa periculosidade” em razão do seu forte poder de articulação das massas guerrilheiras, prova disso são as constantes reuniões das quais tem participado com os dirigentes do PT. Perigo à vista!

Afinal, por todo o mal que José Dirceu fez ao país, será que alguém o julga merecedor de uma cadeia tipo hotel de 05 estrelas, com tratamento VIP, com hidromassagem, sauna finlandesa, piscina, quadra de esportes, sala de som e vídeo, informática, telefonia celular, restaurante francês, com biblioteca, escola de dança, academia, boate, cabeleireiro, orgias sexuais, etc.? Um agente do FBI (Fofoqueiro Brasileiro Infiltrado) informou que políticos do PSDB escolheram o Complexo de Hortolândia, distante apenas 45 km de Vinhedo (cidade onde reside o réu opositor), cuja romântica penitenciária hoje abriga uma “população de anjos” mais do que o dobro da sua capacidade celestial, além dos seus alojamentos se encontrarem em perfeitas condições “extremamente precárias” – coisas da oposição, diria o companheiro Lula Babá. Por fim, o STF pode conferir a decisão da indicação da unidade prisional à Justiça de Brasília, e, nessa possibilidade, não demorará muito para José Dirceu apresentar problemas mentais. Por questões humanitárias poderíamos recomendar um Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, antes que José Genoino, ou Delúbio Soares, ocupe a única vaga existente.

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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