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Sexo oral – A vez dele

Sexo oral – A vez dele

Carol Patrocínio, no espaço concedido pelo Yahoo, na sua coluna PRELIMINARES, volta a falar sobre sexo oral, com tal propriedade como se fosse adepta à prática, como se chupasse um caralho a cada hora. Numa sexta-feira (tinha que ser), 04 de maio de 2012, ela coloca a seguinta manchete: “SEXO ORAL, POR QUE ELES FOGEM DISSO?”. A meu sentir, uma opinião particular que, necessariamente, não representa a verdade dos fatos, tampouco o que pensam aqueles que chupam boceta, com prazer e maestria. Alguns amigos preferem dizer “buceta”. Não deixarei este assunto passar em brancas nuvens porque, como bom combatente, como exemplar chupador de bocetas (no plural), não fujo e não fugirei de uma boa briga. Estava quieto no meu canto, e Carol me provocou novamente, obrigando-me a falar o que eu penso (achar é outra coisa), no mesmo nível da matéria ora em discussão. Para cada parágrafo escrito pela Carol Patrocínio logo abaixo darei, sem sentimentos ou complexos de culpa, as minhas considerações – o Papa já me autorizou porque ele disse que devemos ser “revolucionários”. Uma vez publicado no Yahoo, o tema tornou-se público, de tal modo que as coisas ficaram facilitadas para mim. Então vejamos:

– Todo homem gosta de sexo oral. Ok. Pode ser que nem todos gostem, mas a esmagadora maioria me permite generalizar. Nunca vi ninguém falando sobre o cara que não deixou uma garota dar uma descidinha. Eles realmente amam RECEBER sexo oral.

Carol, tudo na vida é relativo. Gostar não significa, necessariamente, que, em 100% dos casos, o ato será consumado. Existem fatores inibidores que determinam mudanças de rumo. Para não criar constrangimentos desnecessários, cito três: Quebra de sintonia; ação abrupta por parte da praticante gerando contusão penial e sentimento de obrigatoriedade. Costumo falar uma máxima: “É dando que se recebe”. Até no “ato de dar” a conjugação do verbo “saber” é imperativo. O ‘saber dar’, o ‘saber fazer’, o ‘saber insinuar’, o ‘saber dividir’, o ‘saber explorar’, o ‘saber continuar’, o ‘saber acabar’, o ‘saber limpar’. Portanto, a afirmação categórica de que todo homem gosta de sexo oral – na condição de receber – não funciona bem, na medida em que traumas levaram muitos homens a temerem o dito cujo sexo complementar. Sendo mais explícito, uma vez uma moçoila ao fazer sexo oral quase arrancou o testículo esquerdo de um amigo que grita de dor até hoje, só de pensar no episódio macabro. Outra questão que se coloca é o que acontece conosco na hora da ejaculação. Mulheres há que dizem que não deixam o parceiro ejacular na sua boca porque sentem tremendo nojo; outras afirmam que o esperma tem gosto de água sanitária o que provoca vômito; outras mulheres deixam, mas na frente do parceiro cospem o produto no chão acintosamente; outras, de sacanagem, fingem engolir e depois beijam o seu parceiro transferindo o esperma para a boca dele. E aí?

 – Na hora de fazer muitos desses mesmos homens não se mostram nem um pouco interessados. Você fica ali, torcendo pra que o beijo na barriga continue um pouco mais e ele simplesmente sobe na velocidade da luz. Como pode isso? Por que eles fogem tanto desse momento?

Carol (adoro esse nome), respondo por mim. Existem na face da Terra dois seres vivos que não fazem sexo oral: o papagaio que tem bico, e o português porque é burro! Perdão, foi só para descontrair. Sei que você está confusa com a minha resposta anterior. Mais uma de português pra você ficar mais à vontade: Sabe como o português faz sexo oral? Simples, ele leva um livro para a cama, e quando consegue trepar com a Maria, o lê em voz alta. Kakaka… O pior é que o patrício ainda pergunta pra Maria o que ela achou da história! Não irei me estender neste parágrafo, caso contrário prejudicarei os outros que se seguem. Já falei, e repito, como bom combatente, não fujo, e nunca fugi, de uma boa luta, portanto, mesmo sem ter a certeza de “receber” dou imenso prazer à companheira, sob todos os aspectos. Como bom cavalheiro, defendo a premissa: As damas na frente. Sempre.

Existem vários motivos, mas o mais frequente deles é: homem é fresco. Isso mesmo. Estou dizendo com todas as palavras que muitos homens fogem do momento de fazer sexo oral em você porque sentem nojinho de colocar a cara ali.

Não ofenda! Homem não é fresco, digamos que é seletivo. Acredito que você ao usar o termo “fresco” quis se referir ao tipo de homem faceiro ou arrogante, jamais efeminado. Vamos parar com essa frescura! Os maricas também fazem sexo oral em ambos os sexos. Nojo é uma coisa que jamais tenho quando “coloco a cara ali”, lógico, quando se trata da minha parceira fixa. A fêmea tem um odor envolvente e um paladar característico, tanto que sempre recomendo não lavar em excesso com o uso de produtos de higiene, sobretudo não perfumar, não aplicar aromas de frutas, enfim, não artificializar a vagina. Conheço uma moça que até batom passa nos lábios grossos, tudo bem, gosto é gosto. E por falar em gosto, um amigo me contou que o seu tesão aflora quando sente cheiro de “carne mijada”. Nada contra, pode acreditar. Os pelos pubianos exercem uma influência capital na hora de se decidir sobre o sexo oral. Algumas mulheres dão um toque artístico, outras fazem tranças, outras pintam com a cor da moda, outras depilam totalmente, enfim, o importante é que os dois se satisfaçam.

É claro que nem todos têm o mesmo motivo, mas é por isso que você tem que ficar preparada para tudo estar perfeito e ele não ter como dizer não. Se ele não vai até lá, você pede ou vai até ele.

Concordo. O clima deve ser criado; a atmosfera sedutora. O homem nunca deve levar a mulher para o abate sem antes levá-la para dançar, jantar fora, passear, um cineminha – fazer o que ela gosta. Se for a primeira vez, isso é imperativo.

Sim, o cheiro dali é característico. Não é perfume – por mais que tenham feito um ‘perfume’ com ele –, mas também não é ruim. É só um cheiro que ele não sente todo dia. Se você cuida direitinho da sua higiene não tem porque ficar preocupada, achando que tem algo errado com seu corpo. Em alguns momentos do ciclo menstrual pode parecer que existe um certo odor, mas é apenas seu corpo se preparando para a menstruação. No mundo animal é sinal de sucesso (mas se você ainda tem alguma dúvida sobre isso, procure um ginecologista e tire a prova).

Falei sobre isso em parágrafo acima, contudo, importante ratificar que chupar bala com papel ninguém chupa, senão o maluco. Lavar demais atrapalha, deixar suja atrai moscas. Falando em moscas lembrei-me de uma história: No Maracanã, assistia ao jogo Vasco e Flamengo e o meu amigo flamenguista firmou uma aposta comigo. Pediu para que eu olhasse pra cima, uns oito ou dez degraus, e relatasse o que me chamava a atenção. Não era difícil encontrar a cena dantesca. Vi uma bela mulher de saia e de pernas abertas. E daí? E daí ele apostou comigo que ela estava de calcinha preta. Eu disse que não, que era marrom. Preta ou marrom? Dúvida cruel. Subi para conferir, e qual minha surpresa, nem preta, nem marrom; ela estava naqueles dias, menstruada, e esqueceu-se de trocar o absorvente. Olhando de perto, a cor estava mais para sangue de galinha quando usado em molho pardo. Isso acontece, até em sexo oral. A recomendação é não perder a compostura e ser prudente nessas horas colocando uma máscara de oxigênio.

O que você deve se perguntar quando o bonito não desce lá é: se ele gosta tanto da coisa, qual o problema dele?

Nessas horas não se faz perguntas, age-se. Sei lá, ameaça se matar se ele não chupá-la; de vez em quando uma ameaça funciona. Tente pagá-lo. Não se preocupe, não é suborno. Não peça opinião aos políticos porque certamente eles farão campanha dirigida às eleitoras mal chupadas, prometendo importar línguas eletrônicas subsidiadas pelo SUS.

Não adianta achar que vai encontrar gostinho de chiclete, porque as coisas não são assim. Da mesma forma que sentimos o gosto dele, ele tem que sentir o nosso. Não tem como evitar, não tem como mudar as coisas. Mesmo com as tais camisinhas para língua o gosto está ali, então não tem o que fazer.

Às vezes eu estico tanto as respostas ou colocações dadas anteriormente que acabo sendo repetitivo. Porém, se o cara prender a respiração para não sentir o gosto da vagina (porque o ar é responsável pela identificação odorífera) corre o risco de morrer e a mulher ser acusada de homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

Existem algumas essências, sabonetes íntimos e artefatos para facilitar as coisas pra ele. Mas lembre-se que essa é uma escolha só sua.

Eu sei. Entretanto, é público e notório que a maioria dos homens gosta de bebidas alcoólicas, sobretudo de cerveja, aprecia um bom tira-gosto, um suculento churrasco, buchada de bode, portanto, funde uma indústria voltada à produção dessas essências aplicáveis à vulva. Uma recomendação: Um manual de utilização deve ser editado para orientação do parceiro, caso contrário ele poderá se manifestar canibal e comer um pedaço da sua carne.

Homens adoram dizer por aí que a garota ficou “molhadinha” por causa dele – prova disso é quantas vezes a palavra aparece em sites pornográficos, contos eróticos e resumo de filmes -, mas quando ele dá de cara com a ‘umidade’ não sabe como lidar com ela.

Simples como roubar doce da boca de criança. Dê uma de Zagalo; diga de maneira firme ao seu parceiro: “Você tem que me engolir”.

A diferença do corpo do homem e da mulher é enorme. O órgão masculino é externo, enquanto o nosso é bem escondido. Para ajudar o bonito é legal conversar, tocar, sentir e então pedir, com todas as letras para que ele tente.

Pô! Se o órgão feminino fosse externo, jamais casaria com uma mulher! A troca de carícias é fundamental. Todavia, nem um nem o outro, deve agir como um pinto no lixo, ou seja, cisca o tempo todo e fica de papo vazio. Cuidado com unhas grandes; apare-as, porque elas podem ferir, sobretudo o ânus.

Canalha. Esse tipo é o cara que acredita que está fazendo um favor transando com você. Ele acha que só por tê-lo ali você deveria chegar ao orgasmo, visto que ele é incrível. Ele não vai fazer sexo oral, vai pular as preliminares, gozar séculos antes de você e ainda dizer por aí que você é ruim de cama.

Então, mande-o comprar uma boneca inflável. A mulher não é objeto que possui buracos para o babaca descarregar o esperma. Para esse cara você é mais uma. A possibilidade de gostar da pessoa é impossível. A mulher inteligente detecta esse comportamento antes de ir para a cama com o babaca; se vai, que assuma os riscos e não reclame. Mulheres há que são masoquistas, fazem questão de passar por problemas e constrangimentos só para terem assuntos que mereçam ser comentados com as amigas.

Com esse tipo a gente já sabe o que fazer, certo? Pé na bunda!

Não, não se envolver, ou melhor, evitar conhecê-lo.

É sempre bom lembrar que sexo é uma troca, o que não quer dizer que você não vai fazer sexo oral porque ele não faz. Se você gosta, deve fazer, já que isso dá prazer a você. Se não gosta, assim como ele, não deve se esforçar.

Eu disse isso anteriormente, no que tange à troca de prazeres. A dois, tudo é permitido. Fale abertamente sobre suas fantasias; é estimulante. Se forem receptivas as histórias, faça o parceiro falar também. Deixe o Corpo de Bombeiros de plantão, de sobreaviso, porque o lençol pegará fogo.

Tenha em mente que você dá o que recebe e uma empurrada na sua cabeça pode ser muito bem ignorada – aliás, quem disse que isso é legal? Credo! -, assim como ele faz com suas demonstrações de estar interessada em que ele continue descendo os beijos.

Chame a Polícia.

Não tenha vergonha de falar que ele pode fazer isso ou aquilo, de dar dicas e descobrirem juntos a melhor maneira do momento ser bom para os dois. Não abra mão do gato, mas também não deixe seu prazer como o último item da lista de prioridades.

Eu acho que ficar dando ordens, dicas ou sugestões de forma explícita não é legal. Daqui a pouco alguém recomendará a Certificação de Qualidade ISO, com manuais de procedimentos. No sexo, a coisa deve funcionar espontaneamente, livre, leve, solto. Deixe fluir; levite; sonhe. Não se esqueça de que sexo é instinto.

Como Consultor Sexual, prescrevo, abaixo, algumas recomendações para a felicidade do casal:

1ª) Se você nunca comeu jiló, não afirme que sexo oral é ruim.

2ª) Use de criatividade, a mesmice torna as pessoas mecânicas.

3ª) Pentelho e macarrão são coisas distintas, cada qual no seu devido lugar.

4ª) Derrame bebida alcoólica nos seios da amada e apare com a boca lá embaixo.

5ª) Esfregue gelo no clitóris dela e peça a ela que faça o mesmo em suas partes.

6ª) Saiba morder e soprar ao mesmo tempo.

7ª) Saiba dar tapinhas no lugar certo.

8ª) Se um dos dois, ou os dois, sofrer de flatulência, não se incomode, aprenda a tragar o peido.

9ª) Toque retal faz parte do sexo oral.

10ª) A promiscuidade está solta, portanto, cuide-se, preserve-se. As doenças sexualmente transmissíveis podem matá-lo.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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