>
Você está lendo...
Naturismo

Tarja Preta

Tarja Preta

O substantivo feminino “tarja” tem vários significados: 1. Ornato que contorna um objeto; guarnição; orla. 2. Faixa de cor em papel, livro, etc. 3. Faixa preta em papel de carta, como sinal de luto. Tarjado é adjetivo. Tarjar é verbo transitivo. Eu acho que todos entenderam, até porque a explicação é muito simples. Mais adiante voltarei a esse assunto. Por enquanto ficará em stand by.

Percebo que determinados naturistas estão travados, tolhem os movimentos, estão brecados, freados, não ficam à vontade, não se soltam, não se liberam. A despeito do tempo de prática nudista, alguns naturistas até com mais de uma década, quando vão exibir os seus corpos passam a impressão que o fazem receosos, tentam se resguardar de alguma forma, por cautela, por modéstia, por prudência. Talvez. Por obrigação eu acho que não. Olhares se cruzam, desvios não há. Eu queria estar errado nessa observação, mas, infelizmente, é o que eu noto nessas quase três décadas de experiências adquiridas como praticante confesso.

Transpor barreiras inimagináveis sei que é tarefa difícil, porque não dizer impossível, todavia, não podemos permanecer definitivamente nas trincheiras da dúvida. Somos o que somos e ponto final. Se estamos na chuva, ficaremos molhados – é fato. Entendo perfeitamente certas reações. Fomos educados para sermos recatados, pudicos. Ninguém vai mudar isso.

Fiz um exame detido deste comportamento e cheguei a seguinte conclusão: ficamos nus muito pouco tempo, sobretudo em grupo, a ponto de “quase” perdermos a prática. O uso sistemático do cachimbo faz a boca torta. Então, devemos nos reunir com mais assiduidade e praticar, praticar, praticar… Não há segredo nisso. Nós naturistas não admitimos encontros furtivos, sendo assim, o que estamos esperando? Vamos tirar as roupas sem culpas, jogar bola, vôlei, nadar, correr, dançar, enfim… Ah, como tudo isso faz bem! Vem cá, aproxime-se, dê-me a mão, perca o medo, participe, confie, e verá que tudo é natural – não há constrangimentos. Basta se sentir à vontade, livre, leve, solto. Pai, afasta de mim estas roupas, pai! Para nós naturistas, respondendo por mim, o que tem caráter sagrado é a nudez consciente. Somos belos!

Voltando ao assunto da tarja preta, para aqueles naturistas que “ainda” se sentem de alguma forma presos a tabus, ao convencional, recomendarei o uso de tarjas pretas nos nossos próximos encontros. Como sugestão, vejam o filme abaixo – já estou importando o material de uma indústria especializada em pudor.

Saudações naturistas,

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se aos outros seguidores de 159

%d blogueiros gostam disto: