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Política

ELEIÇÕES 2026 – Os números não mentem jamais!

ELEIÇÕES 2026 – Os números não mentem jamais!

Contestar é um direito de todos, colocar em dúvida uma situação (circunstância ou conjuntura, conjunto de acontecimentos, fatos ou contextos) que vai de encontro à realidade, que se revela totalmente às avessas das expectativas, das pesquisas e das projeções matemáticas, é algo que precisa ser discutido com a necessária isenção e equilíbrio, com mentes desarmadas. A negação, em primeiro momento, não me parece a estratégia adequada. Todavia, os cidadãos, eleitores por excelência, no pleno exercício da liberdade de expressão (direito fundamental assegurado pela Constituição Federal de 1988, no seu Artigo 5º, inciso IV) não só podem, como devem, apresentar os seus argumentos sejam quais forem, independente dos cerceamentos impostos a um lado da mesa. Perdemos o direito da dúvida! É bom que todos entendam que não vivemos mais numa normalidade institucional. Calar para não se expor. Calar para não se comprometer. Calar para aceitar. Até quando? O exercício de um direito jamais pode ser diminuído.

PRIMEIRO TURNO. Domingo, 04 de outubro. Resultado final segundo o TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Urnas apuradas: 499.248 de 499.248.

Votos válidos: 119.300.788 (95,23%).

Brancos: 2.300.798 (1,84%).

Nulos: 3.674.249 (2,93%).

Eleitores aptos a votar: 158.745.079 (100%).

Eleitores que compareceram às urnas: 125.275.835 (78,92%).

Abstenções: 33.469.244 (21,08%).

Flávio Bolsonaro (PL): 56.104.503 votos.

Lula (PT): 53.879.538 votos.

Soma dos demais candidatos: 9.316.747 votos.

SEGUNDO TURNO. Domingo, 25 de outubro. Resultado final segundo o TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Urnas apuradas: 499.248 de 499.248.

Votos válidos: 124.082.273 (96,76%).

Brancos: 1.430.496 (1,12%).

Nulos: 2.723.305 (2,12%).

Eleitores aptos a votar: 158.745.079 (100%).

Eleitores que compareceram às urnas: 128.236.074 (80,78%).

Abstenções: 30.509.005 (19,22%).

Votos no Flávio Bolsonaro (PL): 59.826.041 (48,21%).

Votos no Lula (PT): 64.256.232 (51,79%).

A última atualização se deu às 23:26:38 no horário de Brasília.

Eu juro pela Virgem Maria que os meus comentários resumir-se-ão em 15 (quinze) pontos. Serei o mais didático possível.

PRIMEIRO PONTO – No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 2.224.965 votos a mais do que Lula.

SEGUNDO PONTO – No segundo turno, Lula obteve 4.430.191 votos a mais do que Flávio.

TERCEIRO PONTO – No segundo turno, com relação ao primeiro, Flávio cresceu 3.721.538 votos.

QUARTO PONTO – No segundo turno, com relação ao primeiro, Lula cresceu 10.376.694 votos. Alguém, de sã consciência, sabe explicar como ocorreu essa virada? A propósito, de histórica não tem nada!

QUINTO PONTO – O total de urnas apuradas é o mesmo, tanto no primeiro quanto no segundo turno: 499.248.

SEXTO PONTO – No segundo turno, houve um aumento do número de eleitores que foram votar: 2.960.239. Seriam todos eles petistas?

SÉTIMO PONTO – No primeiro turno, a soma de votos dos demais candidatos, excluindo Flávio e Lula, foi de 9.316.747. Todos esses votos foram para o Lula?

OITAVO PONTO – O canal no WhatsApp “Exército do Lula” alcançou a marca de 10 milhões de seguidores na antevéspera do segundo turno. Lembrando que esse “movimento de guerrilha eleitoral” era administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), especialista em disseminar Fake News em massa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fingiu-se de morto feito um cachorro obediente, que cumpre os comandos do seu dono. Quantos desses seguidores já eram petistas e quantos novos foram conquistados pelo tal “Exército”? Nota: Esse Know-How está sendo exportado para outros países e a estratégia digital será replicada em campanhas de partidos de esquerda na França, Espanha e Argentina. Janones se tornou uma espécie de “comandante do Exército do Lula”. Impressionante como esses países valorizam as mentiras como mote de campanha. Por trás disso está a explícita intenção do Lula em refundar o Foro de São Paulo. Vamos acompanhar.

NONO PONTO – O número de abstenções caiu do primeiro para o segundo turno em 2.960.239 eleitores. Veja o SEXTO PONTO. Tal efeito foi em razão das Fake News disparadas pelo “Exército do Lula”, ou do “Bloquinho 22”, que despertou os eleitores da Direita? Mensurar essas duas possibilidades fica impossível. Quem estava predisposto a votar neste ou naquele candidato não mudaria de opinião. Contudo, o sentimento de mudança estava vivo na reação das pessoas.

DÉCIMO PONTO – Lula cresceu 10.376.694 votos. Isso significa convencer toda a população de Cuba (estimada entre 8 milhões e 11,4 milhões de habitantes) a votar nele. Claro, essa é uma comparação sem efeito estatístico, apenas uma informação usada como variável – que para o TSE não vale absolutamente nada; pro PT do Lula também não.

DÉCIMO PRIMEIRO PONTO – A “janela Zanin”. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no domingo da votação, 25, a prorrogação do horário de encerramento, passando das 17:00 horas para até 19:00 horas em todas as Seções Eleitorais, repito, em todas as Seções Eleitorais do Brasil. Despacho: “Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”. Três perguntas: O que aconteceu de fato naquela janela de 02 (duas) horas? Flávio Bolsonaro havia ganhado no fechamento das urnas às 17:00 horas? Foi inserido algum script malicioso dentro do sistema central de dados?

Diante do fato que já perdemos o direito da dúvida, insisto na pergunta: O que aconteceu naquela janela de 02 (duas) horas? Tenho o direito de saber (assim como o padeiro, o gari, o pedreiro), porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pausou a totalização dos votos do segundo turno, imediatamente após o ministro Cristiano Zanin determinar a prorrogação da votação em todo o país até às 19:00 horas de Brasília. A contabilização dos votos jamais deveria ter sido interrompida, se o foi, o TSE deveria ter divulgado a parcial dos candidatos até o horário das 17:00 horas, por questões de transparência. Pulgas atrás das orelhas ou minhocas na cabeça? Escolha a opção.

O mesmo caso de “prorrogação” do horário de votação que aconteceu aqui no Brasil também aconteceu na Venezuela. “Venezuela prorrogou votação em 2015 e oposição denunciou ilegalidade. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar a votação no Brasil neste domingo, 25, tem precedente na América Latina. Em 6 de dezembro de 2015, a Venezuela realizou eleições parlamentares e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidiu estender o horário de fechamento das seções por uma hora, de 18h para 19h. A justificativa foi a presença de eleitores em filas dispostos a votar, conforme prevê a legislação venezuelana. A oposição, reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD), rejeitou a medida e a classificou como ilegal. O anúncio foi feito pela reitora do CNE, Sandra Oblitas, que informou a extensão do horário ‘até que haja eleitores na fila’. Minutos depois, outro reitor do órgão, Luis Emilio Rondón, disse que não havia sido informado da decisão e a considerou ‘ilegal’. Em entrevista coletiva, Rondón afirmou que ‘a prorrogação não contribui em nada para as condições de tranquilidade e estabilidade do processo eleitoral’”. Fonte Revista OESTE.

A comunidade internacional continua repercutindo as Eleições no Brasil.

DÉCIMO SEGUNDO PONTO – Minutos depois do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter promulgado o resultado final das urnas, dando a vitória ao candidato Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, na noite do domingo da eleição, 25, que a Polícia Federal (PF) apreendesse todos os passaportes (incluindo o diplomático) do candidato derrotado, o senador da República Flávio Bolsonaro, proibido de deixar o país. O ministro deu um prazo de 24 horas para o cumprimento da determinação. Moraes usou como motivo um inquérito, sob sigilo, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de apostas (Bets) em um suposto esquema envolvendo a empresa Alcazar Holdings e o advogado Willer Tomaz, com o qual o senador mantém vínculo de amizade. Outra questão à qual Moraes se baseou foi a declaração de Eduardo Bolsonaro sugerindo que o irmão Flávio deixasse o Brasil após o resultado das eleições.

“E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da minha casa, e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso.”

Flávio Bolsonaro

DÉCIMO TERCEIRO PONTO – Ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Ele não fugiu do Brasil, ele saiu pelo Brasil. Uma verdade que a mídia tradicional (aquela do PIX creditado) distorce. A operação só foi possível porque teve a ajuda do assessor do presidente da Argentina Javier Milei, Santiago Caputo, que o aguardava na pista do aeroporto Puerto Iguazú no dia 27 de outubro. De lá, embarcou com a família em um jato em direção à Miami, nos Estados Unidos. Segundo fontes, um oficial da Casa Branca teria providenciado o avião que levaria Flávio Bolsonaro e família (esposa e duas filhas) para os Estados Unidos. O senador deixou o Brasil dois dias após o resultado da eleição presidencial.

“Gostaria de agradecer ao presidente Milei por sua coragem, senso de justiça e legalidade.”

Escreveu Flávio Bolsonaro em um comunicado.

DÉCIMO QUARTO PONTO – TSE abre investigação contra a chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político. Segundo a fonte Consultor Jurídico, “O Tribunal Superior Eleitoral acolheu um pedido do Partido Novo e determinou a abertura de uma investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para apurar se houve abuso de poder político nas eleições deste ano. A Aije questiona a edição de medidas provisórias e decretos que ampliaram benefícios sociais e econômicos ao longo do ano eleitoral. A decisão de admissibilidade foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ele determinou a notificação dos dois para que apresentem defesa no prazo de cinco dias.”.

Perguntas: Quando o Lula impôs sigilo a documentos e estudos técnicos que dizem respeito a duas promessas de campanha de 2026 para a sua reeleição, Desenrola 3.0 (previsão de impacto de R$ 15 bilhões até 2028) e Proibição das apostas online – Bets (orientações jurídicas preparatórias), sabia ele que tais atos estariam eivados de irregularidades? O “pacote de bondades” do Lula, com fins eleitoreiros, impulsionado às vésperas do segundo turno, teria a sua transparência comprometida a ponto de impedir o escrutínio público? Em 2022 Lula prometeu revogar os sigilos de até 100 anos supostamente instituídos pelo governo de Jair Bolsonaro, ele agora está agindo no sentido contrário, por quê?

Fato é que a chapa Lula-Alckmin já deveria ter sido cassada logo após o término do Carnaval do Rio de Janeiro 2026, quando o petista foi o tema do enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, em 15 de fevereiro de 2026. Importante abrir um parêntese: o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, abordou a trajetória do Lula desde a infância no Nordeste até chegar à Presidência, com foco na história de sua mãe, Dona Lindu. O tema gerou polêmicas, severas críticas e forte debate político. Jair Bolsonaro foi representado atrás das grades e as famílias conservadoras em latas de conserva. As notas de repúdio não foram suficientes diante de tamanha falta de respeito e bizarrice consentida. O senador Flávio Bolsonaro chegou a acionar o Tribunal Superior Eleitoral alegando propaganda eleitoral antecipada e uso de recursos públicos. O TSE rejeitou os pedidos para proibir a apresentação. Na quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, na apuração das notas, a Acadêmicos de Niterói ficou na última colocação e foi rebaixada. Se isso não foi abuso de poder político e econômico, então, eu posso me considerar a “dama-da-noite”. Lula é o verdadeiro “político teflon”, nada gruda nele. Lula é a Besta-fera, uma criatura híbrida feita de idiota-útil, usada pelo “Sistema de poder”. Lula, se não desfilar direito o Regime será rebaixado.

DÉCIMO QUINTO PONTO – Os números não mentem jamais! Mas, a matemática não fecha. O resultado do segundo turno provou que a matemática é uma ciência inexata, pelo menos no contexto da apuração dos votos. De novo, assim como ocorreu em 2022, as eleições de 2026 foram maculadas pelo Poder Judiciário. Estamos fodidos e mal pagos, caso o atual status quo seja perpetuado à luz da ignorância coletiva.

“O pleito pareceu terrível e foi muito estranho. A eleição pareceu ter sido fraudada. Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. As eleições precisam ser incontestáveis, e isso me pareceu muito ruim. Eu não estou governando o Brasil, estou governando os Estados Unidos. Eu gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação dada foi muito estranha.”

Donald Trump, segunda-feira, 26/10/2026, um dia após o resultado das urnas.

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.”

William Shakespeare

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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