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Política

Supremo manicômio – Décima sexta parte

Supremo manicômio – Décima sexta parte

Antes do Lula abrir a boca para falar impropérios, deveria saber dos prejuízos causados pelo Banco Master de Daniel Vorcaro, com a ajuda imprescindível dos seus companheiros corruptos, que carregam a estrela do PT no peito. Os fatos estão aí para quem quiser confrontá-los.

Após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, o cenário para os investidores dividiu-se drasticamente entre as pessoas físicas/empresas com investimentos protegidos e o setor público, que amargou as maiores perdas. Sublinho.

Como ficaram os investidores privados?

O Banco Master possuía cerca de 1,6 milhão de investidores privados. A situação deles dependeu do tipo e do valor da aplicação.

Investidores de varejo (CDBs, LCIs e LCAs). Clientes com aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ foram integralmente cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os pagamentos começaram nos meses seguintes à liquidação via aplicativo do FGC, e a maior parte desses investidores já resgatou os valores e os realocou em instituições de maior porte (bancos S1 e S2). 

Grandes investidores privados. Empresas e indivíduos com valores superiores ao teto de R$ 250 mil ou investidos em produtos sem garantia (como debêntures e CRIs) não receberam cobertura total. Esses investidores privados perderam a liquidez e precisaram entrar na longa fila de credores da massa falida do banco. Sublinho.

Quantos eram do setor público e qual o tamanho do impacto?

O setor público foi um dos mais atingidos pela fraude institucional do banco, especialmente por meio de fundos previdenciários estatais e municipais (RPPS). Sublinho.

Quantidade de fundos afetados. Ao menos 18 institutos de previdência pública de estados e municípios foram identificados como investidores diretos. 

Rombo no setor público. Esses 18 fundos haviam injetado aproximadamente R$ 1,87 bilhão em Letras Financeiras (LF) do Banco Master. Contudo, investigações posteriores da Polícia Federal apontaram que o volume total captado pelo banco junto a previdências públicas ao longo do tempo chegou a pelo menos R$ 4,4 bilhões. Esse montante pode aumentar na medida em que as investigações avançam.

A situação das previdências. Como as Letras Financeiras não possuem garantia do FGC, esses bilhões destinados a aposentadorias de servidores públicos viraram um rombo que está sendo cobrado judicialmente e “absorvido pelos próprios estados e municípios”. Sublinho. Novamente dinheiro público sendo usado para cobrir o rombo do dinheiro público. Um saco sem fundo.

Bancos Públicos. O Banco de Brasília (BRB) também esteve envolvido ao adquirir carteiras de crédito problemáticas da instituição, gerando impactos em suas contas que demandaram discussões sobre aportes públicos. A influência política na gestão do BRB facilitou as transações fraudulentas.

Entre os principais entes públicos afetados pelos aportes bilionários destacam-se o Rioprevidência (Estado do Rio de Janeiro, com o maior volume aplicado), além dos regimes de previdência dos estados do Amapá e Amazonas, e de municípios como Cajamar (SP) e Aparecida de Goiânia (GO). Há outros entes públicos prejudicados com o envolvimento de políticos. Fazer farra com o dinheiro dos outros virou obsessão.

Fazem-se necessários alguns questionamentos: Algum integrante do governo, do alto escalão, sabia das tramoias que estavam sendo armadas pelo Master? Havia um plano secreto e desonesto para enganar, prejudicar ou tirar vantagem das pessoas de boa-fé? Como ficam os investidores privados que possuem título privado retido acima do teto do FGC, que não receberam a cobertura total, terão que se contentar com a perda de liquidez, ou têm que esperar sentados na longa fila de credores da massa falida do banco?

Enquanto isso, somos obrigados a assistir a cenas nababescas de consumo de charuros cubanos e uísque Macallan.

Nota de rodapé: Macallan, um prestigiado single malt cujos preços variam de cerca de R$ 600 a mais de R$ 100 mil no Brasil, chegando a valores milionários em leilões raros.

Continua na Décima sétima parte.

Augusto Avlis 

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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