Supremo manicômio – Décima terceira parte
Lavagem de roupa suja. É isso que estamos vendo no Supremo Tribunal Federal, ministros se comportando como lavadeiras de beira de rio. A diferença é que as mulheres trabalhadoras, que mantêm a tradição histórica de lavar as roupas sujas nas margens de rios, fofocam o tempo todo sem testemunhas; enquanto os eminentes ministros do STF contam segredos uns dos outros, mexericam ou falam mal dos seus pares, ao vivo e a cores, para todo mundo que esteja antenado na TV Justiça. O pior que tais atos reverberam intensamente. É tanta lavagem de roupa suja nas dependências da Corte, que os “iluministros” não conseguem lavar as próprias togas! Assistimos perplexos.
Uma crise que tem se agravado paulatinamente, de maneira gradual, lenta e em etapas, mas, com final imprevisível. A desgraça maior fica por conta das ações escancaradas, das práticas nefastas sem reservas, que fugiram das cercanias dos gabinetes. Cenas pra lá de lamentáveis, protagonizadas por quem deveria se dar ao respeito, sem falar que esses maus exemplos contaminam as Cortes e Tribunais inferiores.
Cheguei a compará-los, os ministros do STF, a meros colegiais briguentos, que disputam a atenção das meninas na fase da puberdade, sobretudo daquelas que se destacam pelo primeiro sinal do surgimento do broto mamário. Esses mesmos garotos perturbam as aulas quando discutem entre si dentro da sala de aula, sob o olhar desviante dos professores, que mal conseguem colocar ordem no recinto.
Um desordeiro diz pro outro: “Eu comi a sua irmã”. O outro responde: “Eu comi a sua mãe”. Um terceiro dispara pro colega: “Seu pai é corno”. Ouve como resposta: “O seu é pederasta”. E as ofensas continuam: O primeiro retruca: “É mentira que você comeu a minha mãe, ela morreu há muito tempo”. Um quinto bagunceiro manda essa: “Fiquem quietos, porra, tá todo mundo mentindo”. Um sexto maluco sai com essa pérola: “O professor João usa calcinha cor de abóbora”. “Puta que pariu”, reagiram todos ao mesmo tempo. A aula não é encerrada por conta das desavenças, chega o dia da prova, e todos os envolvidos na bagunça tiram notas baixas. O professor que aplicou a prova chama-se João. É disso que se trata.
Moral da história: O Brasil de hoje é resultado do que construímos no passado.
Continua na Décima quarta parte.
Augusto Avlis
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