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Política

Poucas e boas – 1ª parte.

Poucas e boas – 1ª parte.

Duras verdades que merecem ser ditas e ouvidas – quando escritas fica o registro. O mundo político nos proporciona, aos borbotões, uma série de situações difíceis, complicadas. Mas isso não é exclusividade dos políticos, nas sociedades de um modo geral também presenciamos situações difíceis, não só nas palavras, mas também nas atitudes, principalmente. Acho que todos nós já tivemos a oportunidade de ver e sentir ambas as circunstâncias. Com toda a certeza já dissemos poucas e boas para alguém que nos desagradou intensamente e vice-versa; nesse caso fica mais difícil. É aquela história, quem fala o que quer ouve o que não quer e quem faz o que quer tem que estar preparado pro pior.

SENADORES QUASE VÃO ÀS VIAS DE FATO DURANTE CPI DA PANDEMIA. Chamado de ‘vagabundo’ por Renan Calheiros, Jorginho Mello rebateu: ‘Vagabundo é tu, ladrão, picareta’. O Liberal – 23.09.21 – 12h06min. O clima esquentou durante a CPI da Pandemia, que nesta quinta-feira ouve o empresário Danilo Trento, da Precisa. Os senadores Renan Calheiros (MDB/AL) e Jorginho Mello (PL/SC) quase foram às vias de fato, sendo necessária a intervenção dos demais membros da Comissão para segurar os dois. Durante o depoimento, Renan Calheiros começou a fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro, citando as negociações investigadas envolvendo a aquisição de vacinas. “Por essas coisas que aumentou a percepção de que o Governo é um Governo corrupto, porque as pessoas veem aqui uma negociação dessas, abertas, conhecida em detalhes. Eles se recusam a explicar, sem transparência nenhuma. Foi essa gente que foi escolhida pelo presidente da República para comprar vacina, quando recusava comprar vacina da Pfizer, Butantan, OMS. Ele preferiu esse tipo de negociação. É por isso que tem aumentado a cada dia a percepção de que o governo é um governo corrupto”. O senador Jorginho reagiu às declarações, afirmando que não foi o presidente quem escolheu a empresa, “foram os picaretas que tentaram vender”. Renan disse que não deu a palavra e que não podia ser interrompido. A partir daí iniciou o bate-boca. “O senhor não pode estar falando isso do presidente. O senhor não tem envergadura para falar isso”, disse Jorginho. Renan pediu para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD/AM), não deixar Jorginho interromper sua fala e insistiu que não aceitava interrupção. “Mas eu falo do mesmo jeito”, respondeu o político de Santa Catarina. Mas Renan continuou afirmando que não aceitava ser interrompido.  “Vai pros quinto então…”, disse Jorginho. “Vá vossa excelência com o seu presidente e com o (empresário) Luciano Hang”, respondeu Renan. “Vá lavar a boca para falar do Luciano, um empresário decente, um homem honrado”, continuou Jorginho. Já bastante alterado, Renan respondeu: “Vá lavar a tua, vagabundo!”, e Jorginho rebateu: “Vagabundo é tu, ladrão, picareta”. Os dois se levantaram e se aproximaram. Renan, exaltado, foi pra cima de Jorginho. O áudio da transmissão foi cortado nesse momento. Demais senadores tentaram acalmar os ânimos e seguraram os dois colegas. Omar Aziz pediu que fosse desconsiderado tudo que havia sido falado pelos dois senadores.

CPI da COVID. Esta CPI, que deveria se chamar CPI do COVIDÃO, provocou vítimas ao longo do caminho. “Antes de o acidente acontecer” ela já tinha previamente elaborado a lista dos mortos baseando-se em suposta consumada batida de trânsito. Chamar os repugnantes e ignóbeis senadores integrantes do famigerado “G7” de desprezíveis soa como elogio. Se esses malditos cornos achavam que teriam alguma projeção política no cenário nacional decorrente da sua atuação na Comissão, posso dizer com segurança que acertaram no alvo: as próprias caras. Uma vez deformadas, a população passou a rejeitá-las, tamanho sentimento de nojo e indignação. O tiro saiu pela culatra. O único senador da República que participou dessa CPI, entre os 11 integrantes, e que saiu prestigiado, com projeção política, respeitado e considerado foi Marcos Rogério (DEM-RO), que soube demonstrar compromisso com a verdade dos fatos, encarou de frente todos os ataques e não se intimidou com a pressão exercida pelo grupo “G7”, sobretudo pelo presidente Omar Aziz e pelo relator Renan Calheiros. O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), vice-presidente da CPI, nem fede nem cheira, mais pareceu um cão Chihuahua lambendo o tempo todo o rabo de Aziz e Renan. A CPI acabou? Não, continua com os seus desdobramentos. Vem por aí uma enxurrada de impropérios, mixórdias, jorros de fake news e imundícies. Cabotinos filhos das putas.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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