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Política

A merda da política – 4ª parte.

A merda da política – 4ª parte.

Na verdade, tudo é política, moeda de duas faces, um lado diz e o outro contradiz. Os políticos ficam o tempo todo se desmentindo, como se isso fosse normal e as pessoas aceitassem de bom grado. Farinha do mesmo saco, vinho ruim de mesma pipa, os políticos são todos iguais. Mais cedo ou mais tarde acabam revelando o seu comportamento reprovável. Políticos “quase bons” em curto espaço se transformam em maus homens públicos ao preferirem a companhia destes atraídos pelo mesmo DNA. Impressionante como determinados assuntos de interesse nacional são tratados, sobretudo pelo Congresso, feito peixes fétidos sobre imunda bancada.

A pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19), que causou milhares de mortes no Brasil (cerca de 155.500 pessoas até o momento em que escrevi este artigo) – falando exclusivamente na nossa terra tupiniquim – fez emergir dos Poderes da República um sentimento de “recriação de um novo país”, associada à necessidade da descoberta de “um novo normal”, sem, contudo, demonstrar como fazê-lo. A ordem imposta, até que se prove o contrário, é não abandonar a considerável parcela da população que teve, como única alternativa de sobrevivência, o auxílio emergencial. Eu sempre disse que a estrada do entendimento possui duas mãos, duas vias de tráfego, contudo, muitos preferem trafegar na contramão e sem contrato de seguro de vida. Sobre o assunto da pandemia causada pelo Covid-19, passados oito meses (do seu início, causas e efeitos), as nossas Instituições continuam batendo cabeça, enquanto a desgraçada da corrupção política continua ajudando a matar pessoas. Nesse cenário de trevas, constata-se a máxima: O Brasil não funciona sem corrupção, e sem políticos que dela se alimentam.

Saudade do jornalista Amaral Netto (Fidélis dos Santos Amaral Netto), ex-deputado estadual e deputado federal – nascimento 28/05/1921 e morte 17/10/1995. Na carreira política a sua maior bandeira foi a defesa da pena de morte no Brasil. Amaral Netto morreu sem ver concretizado o seu sonho. Se vivo fosse pediria a pena de morte para os políticos que estão roubando as verbas da saúde aprovadas emergencialmente para o combate ao Coronavírus. Eu discordo. Esses inocentes políticos não podem morrer. Jamais! Eles estão cumprindo religiosamente o seu “papel constitucional” ao meterem a mão nos cofres públicos; foram eleitos pelo povo para roubar dinheiro público, com precisão e regularidade – dinheiro esse que, por conceito, não tem dono, não tem rosto, portanto, a eles pertence. Na testa dos simpáticos e angelicais candidatos lia-se claramente “LADRÃO”. Os eleitores que votaram neles sabiam disso, mesmo assim os colocaram nos cargos públicos que ocupam hoje. Eu vou repetir: quem colocou os políticos corruptos onde estão foram os contumazes eleitores, que optaram por eles consignando os seus votos válidos nas urnas eleitorais. Para tristeza da maioria, a pena de morte está suspensa até nova reencarnação de Amaral Netto. Para alegria de alguns esperançosos, seria o aparecimento de um sniper nacional, com a missão de disparar tiros precisos contra alvos pré-selecionados.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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