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Polícia e Segurança Pública

O bicho está solto! – 4ª parte

O bicho está solto! – 4ª parte

A crise causada pela falta de segurança pública no Estado do Espírito Santo, da qual fomos vítimas nos últimos 10 (dez) dias, está provocando uma reação em cadeia. A paralisação dos policiais militares, com a cumplicidade direta das suas mulheres e/ou familiares, parece que entrará numa “linha de produção em série” com formato único, de modo que outros Estados, como Rio de Janeiro e Pará, estão copiando o modus operandi capixaba. Uma preocupação a mais para os governos estaduais, e federal, devido à gravidade e complexidade da situação, que pode se apresentar incontrolável pelo seu efeito dominó. Longe de criar um clima de pânico, fico pensando se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) resolvem colocar farda nas facções criminosas do Brasil, já que estão procurando novos territórios – tem partido político brasileiro que apóia.

Hoje, segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017, mulheres e familiares dos policiais militares insistem em permanecer na frente dos batalhões (sede do Comando Geral da PM e outros) protestando contra as más condições de trabalho dos PMs e reivindicando, sobretudo, reposição salarial de 43% e anistia geral e irrestrita para os amotinados. As “alagadas sem sal” da maré alta afirmaram que só sairão das suas toscas barracas quando o governador Paulo Hartung (que reassumiu hoje) as receber em audiência oficial. Até agora foram 10 rodadas de negociações, inclusive com organizações de classe, mas sem resultado prático. Paulo Hartung só terá água e cafezinho a oferecer e, entre tapas de luva e beijos molhados, a questão não será resolvida. O bem de todos e a felicidade geral da nação são quesitos para Deus resolver quando tiver tempo – segundo o seu porta-voz, ele deixou de ser brasileiro faz anos, e nem o Carnaval o atrai para essas terras tupiniquins, sem Leis e com muita mixórdia.

Os PMs têm se apresentado para o trabalho diretamente nas ruas (cerca de 1.200), como realmente já fizeram neste último final de semana. Fato é que parte deles eu vi circulando nas ruas da Grande Vitória, a maioria com cara de ovelha tosquiada; reação natural quando há risco da população revoltada partir para a agressão, aplicando-lhes merecida surra. A vida parece que está voltando ao normal, independente das três horas que fiquei dentro de uma agência do Banco do Brasil para resolver um simples problema. Militares federais também foram vistos com suas vistosas fardas e velho armamento que ainda deve funcionar.

As mulheres (esposas, companheiras, amantes, seja lá o que for) dos PMs, desde a sexta-feira, 03 de fevereiro, têm afirmado que são elas, só elas, estão no comando da paralisação dos fardados, mas, todo mundo sabe que, na verdade, estão sendo usadas de forma explícita como escudos de defesa para encobrir um crime maior, ou seja, o de motim militar armado. OK. Digamos que são as únicas responsáveis pelas gravíssimas consequências dos seus atos insanos, então, pergunto: Por que não foram punidas na forma da lei? Por que não receberam ordem de prisão? Por que as autoridades aceitam passivamente que elas fiquem nos portões dos quartéis impedindo que os PMs saiam para o policiamento? Vamos perguntar ao Papa, talvez ele responda em latim. Tem algo de muito errado nessa história toda.

Eu tenho um amigo estróina que ameaçou pegar um desses caminhões tanque que esgotam as fossas e esgotos de condomínios, levá-lo à frente dos quartéis, ligar a bomba e jogar toda a bosta, segundo ele, nas “Genis” manifestantes. Obviamente que eu o desaconselhei a fazer isso por dois motivos: primeiro, poderia engrossar a estatística dos mortos como provável novo assassinado; segundo motivo, ele teria um lugar melhor para despejar a merda, ou seja, na Assembléia Legislativa, em dia de sessão plenária. Graças a Deus ele me ouviu. O caminhão tanque e a merda estão à disposição.

As sucessivas e terríveis ondas de violência (foram várias), além de provocarem um caos sem precedentes no Estado do Espírito Santo, construíram um cenário de trevas digno de um filme de terror: 150 mortos, 200 veículos roubados, 300 milhões de prejuízos no comércio, e é só por enquanto, porque a contabilidade não está fechada. Repito que tem algo de muito errado nessa história toda. Queria saber o que está por trás da greve da PM do Espírito Santo. Tornar toda a sociedade refém do crime organizado foi algo premeditado? Grupos de extermínio estão agindo nas sombras da noite; “passar o rodo” é missão dada por forças ocultas e cumprida à risca pelos assassinos de ocasião. Estamos assistindo a rituais macabros; animais terrestres rastejando e uivando nos quintais. O bicho ainda está pegando!

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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