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Política

Leia o que eu escrevi numa segunda-feira, 18 de setembro de 2006.

Leia o que eu escrevi 

Numa segunda-feira, 18 de setembro de 2006.

Falta de atenção

Por que a eleição não está despertando a atenção da população? Depois de ter sido bombardeada durante um ano e meio por sucessivos escândalos de corrupção política, como a população poderia reagir senão ficar impassível, já que a perplexidade não a levaria a lugar algum? As pessoas estão desiludidas com a atual prática política, o que lhes dá o direito de nivelar por baixo todos os candidatos – que são jogados numa vala comum. Se a eleição não está conseguindo prender a atenção do eleitor é simplesmente por causa e conta da mesmice; é por culpa e obra dos partidos políticos, que expõem suas mercadorias ordinárias numa “feira de xepas”, obrigando o eleitorado a fazer a escolha da escolha; é por responsabilidade do Marketing político que vem promovendo esses produtos de qualidade inferior e em quantidade absurda, desconsiderando a inteligência de quem vai consumi-los por quatro anos, nesse caso o povo consumidor. No Congresso Nacional, CPI mudou de nome, agora é “Coisa Pra Idiota”. De tanto comerem pizzas, os eleitores empanturraram-se; de tanto verem prosperar a impunidade, desencantaram-se, enojaram-se. Os políticos petistas de carteirinha, com sua habitual protérvia, mentem na maior caradura e continuam fazendo falsas promessas, tentando vendê-las como plano de governo. As campanhas eleitorais foram acometidas pela síndrome da chatice. Fato é que os eleitores estão cansados, além do mais, sabem que quem está no poder não quer largar as tetas da vaca leiteira Brasil, e quem está do lado de fora (os políticos que apóiam o governo) e pretende ser mais um “amamentado”, fará de tudo que estiver ao seu alcance para entrar no curral. Se não bastasse tudo isso, depois de eleito e empossado, o político perde o primeiro ano do mandato levantando tudo de errado que julga estar na gestão anterior; gasta o segundo ano pensando no quê fazer; desperdiça o terceiro ano tentando programar as novas idéias; por fim, investe o quarto e último ano na sua campanha de reeleição ou na do parceiro. Como vimos, político nesse país não faz absolutamente nada – ultimamente só tem feito roubar. Será que o povo está sentindo falta de circo, perdão, dos showmícios?

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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