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Política

Leia o que eu escrevi numa quarta-feira, 20 de setembro de 2006.

Leia o que eu escrevi 

Numa quarta-feira, 20 de setembro de 2006.

Piranha da vez

Pelo menos as pessoas com as quais eu conversei já ouviram a expressão “boi-de-piranha”. Aquele infeliz macho castrado do gado vacum, adequado para serviços pesados do campo e para o abate, que é jogado premeditadamente no rio para ser devorado pelas piranhas, enquanto o restante da boiada atravessa sem riscos. O algoz dessa cena, a piranha, é um peixe fluvial de dentes numerosos e cortantes, carnívoro de grande voracidade. Por bois-de-piranhas passam os indicados pela máfia do PT para assumirem a culpa pelo escândalo do “Dossiê Vedoin”, montado para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin, enquanto o candidato à reeleição, Lula – um ente ilusório –, passa ileso através de nuvens cinzentas. Há quem prefira ser chamado de bode expiatório, indivíduo que paga por culpas alheias, porque além de não saber nadar, ainda tem chance de continuar vivo.

O submundo do crime político deu uma nova conotação ao conceito principal: esse conjunto de marginais vistos como grupo social organizado, também é uma reunião de elementos invisíveis sobre os quais não se pode imputar responsabilidade ou atribuir a autoria de atos ilícitos e criminosos – aos olhos da Justiça eles parecem não existir. Lula soube surfar nas ondas lamacentas provocadas pelas CPIs dos Correios, do Mensalão, dos Bingos, enfim, por qualquer outra que surgisse com a mesma finalidade, uma vez que o seu jargão “eu não vi nada; não fui informado de nada; não sei de nada; eu não posso assumir a culpa pelos erros dos meus companheiros” é digno de credibilidade junto às massas. Nenhum respingo sujou a sua camisa branca ou enodoou a gravata vermelha.

Lula, o dignitário, é um predestinado; porventura um espírito sobrenatural que fazia supor, conjeturar, presumir. A mídia ainda tempera: “Se as eleições fossem hoje Lula seria reeleito no primeiro turno”. Pesquisas mostram uma tendência, não uma certeza. A quem interessa o clima de ‘já ganhou, já ganhou’? Palavras são infinitamente cruéis, têm a capacidade de seduzir, de levar ao erro ou ao mal, enganando com artifícios ou amabilidades, desonram, desencaminham, encantam e fascinam, revoltam e amotinam. Pode ser que o jogo só esteja começando. O verdugo da hora é um touro (boi não castrado) nordestino que gosta de peixe. O motivo que levou Ronald Biggs, o assaltante do trem pagador, a ir embora do Brasil foi a humilhação que sentia toda vez que abria os jornais. Descobrimos mais tarde que houve um segundo motivo: ao saber que por aqui boi comia piranha, fugiu com medo.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Leia o que eu escrevi numa quarta-feira, 20 de setembro de 2006.

  1. Ai é que tá a questão. Algumas pessoas mais antenadas sabiam que ia dá merda, já nessa época, lembro de ter visto várias vezes, pregado em carros a palavra corruPTos. Vi crianças falando que não ia mais estudar,porque o PRESIDENTE era semi – analfabeto, criança enxerga mais que um adulto. A maioria achava o governo bom, esqueciam de ler nas entrelinhas, lula era um artista, passava a imagem de pobre coitado, chorava,fazia cara de sofrimento, COITADO, ele vai melhorar o Brasil, é homem do povo. Dentro dele escondia a BESTA, a prepotencia, orgulho, vaidade, cinismo, e todos os predicados. Agora vamos em frente não adianta chorar, o povo tem que acordar, sua matéria já previa tudo isso.

    Publicado por Nair Santos | 21/10/2014, 22:36
    • Quando Lula voltou a ser candidato a presidente da República em 2002 eu comecei a escrever sobre política. Desde aquela época já tinha uma opinião formada sobre o Partido dos Trabalhadores e, sobretudo, a respeito do candidato Lula, uma criatura demoníaca vendida pelo Marketing político como a salvação da pátria. Nunca me enganei. Recomendo a leitura do meu livro “POLÍTITICA” postado neste meu Blog. Nele você encontra um Índice com 54 crônicas políticas escritas antes e durante o primeiro mandato do Lula.

      Forte abraço,

      Augusto Avlis

      Publicado por augustoavlis | 22/10/2014, 11:17

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