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Política

Eleições 2014, 1º Turno – parte I

1O senador Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT) são os protagonistas do novo filme nacional brevemente em cartaz “Deus e o Diabo na Terra do Sol” – versão II, com cessão de direitos (Glauber Rocha/1964). O drama original foi gravado em Monte Santo, na Bahia, e a nova versão terá como palco o Brasil. Atores coadjuvantes já posicionados, diretores coordenando as tomadas de cenas, nos bastidores muita mixórdia. A candidata à reeleição Dilma Rousseff já sinalizou que pegará pesado com o seu opositor, para tanto, reservou mais horas de treinos na academia para reforçar a musculatura das mãos e da boca; o Partido dos Trabalhadores informou que na campanha terá dedo no olho (inclusive no debaixo); a militância raivosa aguarda as ordens para atacar os eleitores tucanos nas ruas, bem como seus aliados, causar arruaças, desordens, e depredar o patrimônio se necessário. Células terroristas podem ser acionadas a qualquer momento. Enquanto isso, Hackers contratados assumiram os seus postos de trabalho a partir do dia 06/10 – as redes sociais estão vigiadas, controladas e tolhem o direito de manifestação de opiniões contrárias aos interesses do sistema reinante, de modo que problemas de comunicação já foram detectados no Facebook Inc. e em outros sites e serviços de rede social. Urge uma rápida investigação para que o Estado Democrático de Direito não seja conspurcado. Isso não é Teoria da Conspiração.

Domingo, 05 de outubro de 2014. Na festa da Democracia 115.122.883 eleitores foram às urnas votar nos candidatos de sua preferência ou não, representando o número total de votos apurados. Dos quais, 104.023.802 foram votos válidos (90,36%), 4.420.489 foram votos brancos (3,84%) e 6.678.592 foram votos nulos (5,80%). Somados os votos brancos e nulos temos um total de 11.099.081 eleitores (9,64%) que foram votar provavelmente em alguém e na hora ‘H’ resolveram mudar de ideia – os motivos são vários, esqueceram os números dos candidatos em casa (cola), não memorizaram esses números, ou boa parte dos eleitores não soube operar a urna eletrônica como não sabe operar o caixa eletrônico de banco, e como esses eleitores não podiam pedir ajuda aos universitários, optaram pela condição de “eleitor fantasma” (voto branco) ou “eleitor burro” (voto nulo). Há uma terceira vertente, a do “eleitor ignorante” que vota no candidato errado, por ignorância explícita ou porque alguém mandou. Por outro lado, considere-se o fato desse comportamento ímpar estar ligado à “obrigatoriedade do voto”, é uma possibilidade, tema para ser discutido adiante. Seria ato de revolta? Com efeito, nenhum Instituto de Pesquisa tem competência para mensurar esses fenômenos, de tal modo que se os eleitores fossem pesquisados nesse sentido, com certeza mentiriam com a cara deslavada.

O que me chamou atenção foi o grande número de eleitores que se abstiveram, não exerceram o direito de eleitor, um total de 27.698.475 (19,39% do universo de 142.821.358 eleitores). Descontando-se os eleitores mortos, os idosos acima de 70 anos, os jovens com menos de 18 anos e os eleitores que ficaram nos bares enchendo a cara (a Lei Seca foi parcial), o número de abstenções não diminuirá 10%. É uma preocupação para os Partidos Políticos, porque pode perfeitamente representar que esta classe de eleitores está descontente com a política, que está desencantada com os políticos, que está revoltada com os rumos que o país está tomando, e que quis demonstrar o seu repúdio mediante sua ausência da seção eleitoral. Tal atitude, sob a ótica dos especialistas que trabalham com “achismo”, pode significar também “ato de covardia implícita”, na medida em que o eleitor desperdiçou a oportunidade de contribuir para a mudança na condução da política e melhoria da gestão pública. Na realidade, os “Marqueteiros” têm uma tendência em avaliar os cenários políticos segundo as próprias opiniões, convicções ou intenções, na maioria das vezes sem justificação, sem razão declarada. O número salta ainda mais aos olhos quando somado aos votos brancos e nulos: 27.698.475 + 11.099.081 = 38.797.556 eleitores (27,16% do universo de 142.821.358) que saíram da órbita terrestre no dia 05 – isso equivale dizer que a cada grupo de 04 eleitores, no mínimo, 01 esteve no espaço. Acredito que no 2º Turno uma significativa parcela desses “eleitores viajantes” permanecerá na Terra, ao passo que aqueles que ainda estão circundando o planeta aterrizarão nas urnas. A estratégia de chamamento desses 38.797.556 eleitores para o 2º Turno no próximo dia 26 será decisiva. O candidato que conseguir imitar o “Canto da Sereia” – melhor ação de fazer uma convocação – será eleito presidente da República.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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