>
Você está lendo...
Esportes

Copa do Mundo – 13ª parte – A malandragem do brasileiro

1Inicialmente pensei em não colocar imagem nesse artigo, por vergonha e por considerar que o babaca do Fred (linguagem de torcedor) não é merecedor de ser mais uma vez exibido na mídia. Reconsiderei a decisão e voltei atrás, por também entender que Fred será apontado por aqueles que prezam a honestidade, seja no futebol como na vida: “É ele, é ele, é esse aí, filho da puta!”. Concordo plenamente com o “filho da puta” – tratamento carinhoso –, e vou além da polêmica do pênalti, acho que Fred não deveria ter sido convocado para a Seleção brasileira. Disse um torcedor: “Fred parecia mais uma prostituta desvairada do que um atacante de futebol”. Outro se manifestou: “Ai, ai, me larga, me solta!”. Mais um torcedor mandou essa: “É uma bicha louca esse tal de Fred!”. O quarto torcedor não deixou por menos: “Vai jogar futebol e honrar a camisa que veste, seu babaca, seu fresco!”. Nenhum desses manifestantes era torcedor do Fluminense, mas comprovaram honestidade. A propósito, “bicha” é outro tratamento carinhoso que se dá ao ‘homossexual masculino’, dentro e fora de campo. Agora, se caso o Fred discordar do termo “bicha” ele pode escolher entre esses qualificativos: Viado, Boiola, Baitola, Fruta, Pederasta, Paneleiro – Gay não porque Fred é só passivo. Eu coloquei a opção “Viado” para não ofender o “Veado”, cervo mamífero da ordem dos Artiodátilos.

Pelo fato de Fred ter simulado a falta, a imprensa internacional classificou a atitude como piada de mau gosto e caiu matando. A imprensa alemã foi uma delas. O jornal BILD.de als Startseite einrichten publicou no dia seguinte: “Fred só foi tocado levemente com a mão por Lovren e se jogou fazendo escândalo, e por se jogar no gramado foi premiado pelo árbitro japonês com um pênalti de piada”. O Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ): “Um pênalti que não existiu e foi uma ajuda do árbitro para o Brasil”. O Süddeutsche Zeitung (SZ): “Neymar marcou dois gols, mas tirou proveito de um pênalti questionável”. Por motivos óbvios eu não reproduzirei o que a imprensa brasileira disse sobre o pênalti. No jogo de abertura da Copa do Mundo FIFA 2014, 12/06, o Brasil venceu a Croácia pelo placar de 3 a 1. O erro de arbitragem influenciou no resultado da partida. Neymar cobrou o pênalti e marcou o gol e o Brasil desempatou o jogo, que estava 1 a 1. Um presentão dado à Seleção brasileira pelo árbitro japonês Yuichi Nishimura, árbitro internacional pela FIFA desde 2004 – que, na verdade, deveria se chamar Tavanakara. Estava na cara que ele iria ajudar o Brasil. Quem duvida disso? Ninguém fala, senão os croatas, da falta, também inexistente, do atacante Ivica Olic no goleiro Júlio César, marcada pelo “japa” filho da puta, que anulou na maior cara de pau o gol da Croácia. “Se alguém viu pênalti, levante a mão. […] Eu não posso levantar a mão. Nenhum dos presentes no estádio, ou os 2,5 bilhões que assistiram à partida mundo afora viram pênalti, se for assim, haverá mil pênaltis na Copa. […] Foi ridículo o que fizeram” – disse o técnico da Croácia, Niko Kovač. “O árbitro japonês Nishimura até estava apitando bem. Mas, naquele centro da área para o Fred, aquela mão no ombro não é pênalti. Ele interpretou como pênalti. O Fred caiu. Não houve puxão, não houve nada. A regra é clara: se tivesse tido um puxão, aí sim. Mas, não. Encostar pode. Não pode é puxar. Não foi pênalti” – disse o comentarista de arbitragem da TV Globo Arnaldo Cezar Coelho em entrevista ao programa Fantástico, domingo, 15/06. O babaca do Galvão Bueno deve ter ficado muito puto com Arnaldo Cezar Coelho por ter sido honesto, coisa que ele, Galvão Bueno, não faz questão de ser quando o assunto é anestesiar as massas com as suas besteiras e burrices não reconhecidas pelos desonestos.

Outro juiz corrupto, perdão, que ajudou a Seleção brasileira foi o colombiano Wilmar Roldán, que anulou dois gols legítimos do México no jogo contra Camarões na última sexta-feira, 13/06. Este triste episódio, acontecido no primeiro tempo do jogo, teve a participação do bandeirinha Humberto Clavijo. Quem é o principal adversário do Brasil na sua chave? Quem respondeu México está correto. Preciso dizer mais alguma coisa? Só os desonestos torcedores brasileiros dirão o contrário. Tem muito caroço debaixo desse angu. Além dos despachos (padê-de-Exu), os jogadores brasileiros contam agora com a ajuda das “forças ocultas político-esportivas”. Alafiá, Alafiá!

Elogiar uma pessoa, ou externar reconhecimento, era suficiente para estimular o seu ego – atitudes tomadas em público melhor ainda. Mas isso foi antigamente, hoje, o que alimenta o ego, deixando-o devidamente azeitado, é a fraude, o desonesto, o roubo, a coisa errada. Estou absolutamente tranquilo com relação à minha opinião, formada não é de agora, de modo que contestá-la fica difícil. Logicamente tomo cuidado com as generalizações – de cada grupo de 100 pessoas no Brasil uma se salva. A mídia especializada, formadora de opinião, comentou: “O importante é que o Brasil ganhou, o importante é que nós ganhamos”. Um absurdo estarrecedor. O importante é o fim, não os meios empregados. O técnico da Seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, transferiu toda a responsabilidade para o juiz. Acalmados os ânimos, vamos ver o que vai acontecer nos próximos jogos. A meu sentir a mídia esportiva reza na mesma cartilha do goleiro Felipe do Flamengo: “Ganhar roubado é mais gostoso”.

Vamos ver no jogo de hoje, terça-feira, 17 de junho de 2014, Brasil x México, 16h00min, no Castelão, em Fortaleza, como se comportará a arbitragem. Vale lembrar que o México teve dois gols legítimos anulados, perdão, roubados. Todo mundo de olho. Por quê? Será que a Copa está comprada pelo governo brasileiro com o auxílio da não menos corrupta FIFA? Já vimos esse filme antes! O certo é que no dia do jogo eu quase apanhei dentro da padaria onde costumo comprar produtos de quinta necessidade para o desjejum. Estava no balcão comendo uma coxinha quando entrou um amigo que disse: “E aí, é hoje, começa a Copa, qual o seu placar?”. Respondi: 1 a 0 para a Croácia. Foi a conta… Repito o mesmo palpite para o jogo de hoje entre Brasil e México, México 1, Brasil 0.

Frase do dia:

“Não existe placar moral, o que existe é resultado intencional”.

Augusto Avlis

Anúncios

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 154 outros seguidores

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: