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Política

Programa “Mais Médicos” – Médico lusitano

1Somente 87 médicos (13%), estrangeiros ou formados no exterior, do total inicial de 670, conseguiram o registro profissional que os habilita a atuar no polêmico programa do governo federal “Mais Médicos”. Enquanto o Ministério da Saúde fica acusando os Conselhos Regionais de Medicina de atrasarem o processo, um médico português, que começou a trabalhar na periferia de Brasília, foi a primeira “vítima”, quase fatal, do inteligente programa eleitoreiro petista. Não, não há dúvida.

O Dr. Manoel Dutra de Oliveira Pereira, com especialidade em Clínica Geral, selecionado para trabalhar no programa federal “Mais Médicos”, na sua primeira consulta no Brasil foi duramente surrado por um homem identificado pelo nome de “Waldisneysson”, marido da consultante. O Dr. Manoel teve partes do corpo amputadas, está imobilizado e em coma induzido. Encontra-se internado no Hospital de Base de Brasília, ou melhor, sobre uma maca nos corredores aguardando vaga na UTI, o seu estado é gravíssimo, portanto, corre risco de morte. O governo Dilma Rousseff está dando todo o apoio necessário ao Dr. Manoel, segundo o estabelecido no programa “Mais Médicos”. A família do Dr. Manoel, que não autorizou a divulgação do seu rosto, já foi avisada e está de viagem marcada para o Brasil. “Com certeza, iremos entrar com um pedido formal de indenização junto ao governo brasileiro, sobretudo por danos corporais irreversíveis, de modo que não aventamos, ainda, a possibilidade do Dr. Manoel vir a óbito. Se acontecer o pior, pediremos o impeachment da vossa presidente Dilma Rousseff” – disse o advogado da família, Joaquim Braga de Alcântara Machado Moura Filho.

Segundo testemunhas, funcionários que trabalham no Posto de Saúde onde o Dr. Manoel dava plantão, ele foi mal interpretado e, por isso, tornou-se vítima da intolerância. Abaixo, trechos do Boletim de Ocorrência lavrado pela Delegacia Policial onde o fato foi registrado.

A primeira paciente, senhora Creusa, uma jovem mulher, acompanhando o seu filho de cinco anos, entrou no consultório e o Dr. Manoel perguntou-lhe:

– Rapariga, quem está doente, a senhora ou este puto?

Assustada, a mulher responde de pronto e em tom ameaçador:

– Rapariga é a puta que te pariu seu portuga viado, e meu filho não é puto não! Entendeu?

Sem perder a sua postura de médico estrangeiro, o Dr. Manoel acompanhou-a até a porta e solicitou-a educadamente:

– Pois, pois; então a senhora rapariga vá pra trás daquela bicha – apontando para o “Zé tripé”, um negão de dois metros de altura por um de largura, último da fila formada no corredor do Posto de Saúde –, que vou lhe aplicar uma pica para a senhora rapariga se acalmar primeiro antes do atendimento.

Isso foi o suficiente para “Waldisneysson”, marido da rapariga, senhora Creusa, e pai do puto, partir enfurecido para cima do Dr. Manoel a socos e pontapés, ferindo-o gravemente, a ponto de arrancar-lhe as duas bolas e fazê-lo perder a memória.

Agora, falando sério, para quem não sabe, em Portugal, “Rapariga” é uma jovem mulher, “Puto” é um menino, “Bicha” é uma fila de pessoas, “Pica” é uma injeção. Simples assim, mas são formas de comunicação próprias e específicas àquele país, estranhas, portanto, à cultura brasileira. Problemas de relacionamento e, sobretudo, de entendimento, ocorrerão entre os médicos estrangeiros de várias nacionalidades e os brasileiros de baixa intelectualidade por eles atendidos. Só com o passar do tempo tais questões podem ser superadas, ou, na pior das hipóteses, os pacientes mais graves já terem morrido antes disso.

Augusto Avlis

Post Scriptum, ou notas de rodapé:

1 – A oportuna piada (só ela, e adaptada) foi a mim encaminhada, por e-mail (monitorado pelos espiões americanos), pelo “Filho da Puta” do meu amigo Alcyr de Pinho Correa, amazonense de nascimento, que não tem nenhuma restrição em ser atendido por médicos venezuelanos, que há muito tempo trabalham em Manaus, por uma razão muito simples: Nunca precisou deles.

2 – Um médico oncologista do Hospital de Base de Brasília teria abusado sexualmente da sua enteada, uma menina de apenas 12 anos, que denunciou o caso a um policial militar, na terça-feira, 20 de agosto de 2013. O estupro de vulnerável está sendo investigado pela DPCA – Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Isso não é piada, é caso grave. E se o estupro fosse praticado por um médico estrangeiro?

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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