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Política

Alopradino, o filho boiola – Parte III

Alopradino, o filho boiola – Parte III

– Meu marido, eu vou começar a me preparar espiritualmente, diante da possibilidade do nosso filho Alopradino partir dessa pra pior. O destino dele já está traçado. São tantos os pecados que ele cometeu que não há salvação para a sua alma. Alguns dizem que, na verdade, ele tem espírito de porco.

– Mulher, que se cumpra o seu destino, ainda que cruel na visão dos muitos cúmplices que estimularam o comportamento do nosso filho Alopradino, que será jogado aos leões sem dó e piedade.

– Meu marido, Alopradino se julgou dono do Céu e da Terra, ao mesmo tempo que guarda consigo as chaves das sete portas do Inferno, mal sabendo ele que os capetas o esperam do lado de fora de portas abertas.

– Mulher, infelizmente, Deus já desistiu dele, resta-nos aceitar os fatos. Não haverá descanso para a sua alma. No alto da sua arrogância, a cegueira foi inevitável. A sede de poder foi outro ingrediente incorporado pelo Alopradino.

– Meu marido, nos últimos dias eu tenho visto alguns espectros (imagens fantasmagóricas), de olhos avermelhados, rondando o seu gabinete de trabalho. Alopradino não se assusta porque ameaça prendê-los.

– Mulher, chego a conclusão que Alopradino é o Falso Profeta (a segunda besta), um agente do mal no fim dos tempos.

– Meu marido, “o fim está próximo”, mas, o triste é saber que tem gente indo pro mesmo caminho do Alopradino. Não sobrará ninguém! Ao desencarnar, Alopradino será o primeiro da fila dos prestadores de contas, os outros não farão questão de furar a fila.

– Mulher, trauma de infância, talvez esse tenha sido o problema que alterou a integridade emocional do nosso filho Alopradino, que não conseguiu superar o fato de ter dado a bunda na sua puberdade – várias vezes.

– Meu marido, não acredito nisso, eu falo como mãe. Desde cedo Alopradino sempre demonstrou o seu lado afeminado. Ele não sofreu abuso ou violência sexual, tudo foi espontâneo, o pior que Alopradino gostou! A revivência da memória é um sintoma que Alopradino que evitar, não pelo ato em si, mas é porque todo mundo sabe. Por isso tenta se vingar na humanidade. Não existe tratamento especializado ou psicoterapia. O seu suposto “Transtorno de Estresse Pós-Traumático” está sendo minimizado com o imposto sofrimento aos inocentes – que ele pratica com requintes demoníacos.

– Mulher, o caso é sério, extremamente grave, acho que os desdobramentos das atuais investigações revelarão muito mais coisas escabrosas, obscenas, indecorosas, que podem atingir em cheio o nosso filho Alopradino e outros membros do grupo Safadões Trapalhões Fanfarrões, como o “Boca de veludo”.   

– Meu marido, tão falando aí num tal de Cine Trancoso, dos vídeos tóxicos de um cara chamado Vorcaro, testa de ferro do Banco Master. Tô doida pra saber quem é o “Pica das galáxias”.

– Mulher, toma vergonha na sua cara! Ter um filho boiola já é muito pra minha cabeça, agora, você colocar chifres nela é demais. Já estou sentindo os efeitos do Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Ainda bem que ninguém ouviu essa conversa. Ademais, pra corno todo castigo é pouco.

– Meu marido, tenho outra coisa pra te contar, de arrepiar os cabelos da cabeça. Sorte do nosso filho Alopradino porque ele é careca!  O cara já morreu, por isso vou ter respeito ao revelar o que sei. O nome dele é Jeffrey Edward Epstein, foi um financista e abusador sexual de menores dos Estados Unidos. Os arquivos de Epstein, como é chamado o escândalo, estão sendo “abertos e divulgados” para o mundo. Lá tem de tudo, desde os crimes sexuais com a participação de cúpulas de governos e corporações, como a podridão dos sistemas de poder ao redor do mundo – dito civilizado.

– Mulher, são todos proxenetas. No Brasil o lenocínio faz parte do cotidiano, sobretudo em Brasília. A putaria está institucionalizada em todas as esferas, onde ocorrem os conhecidos troca-trocas. A corrupção sistêmica e endêmica virou dever de ofício. A maioria dos brasileiros bate palmas porque queria estar no lugar daqueles que a praticam à luz do dia, que roubam descaradamente.

– Meu marido, esta nossa conversa está indo longe demais, é bom parar por aqui. Nosso filho Alopradino saiu pra comprar uma peruca e usará como forma de disfarce pra tentar escapar do “Pica das galáxias”. Vamos dormir. Chega de ter pesadelos com os olhos abertos. Amanhã é outro dia.

Fim do pesadelo.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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