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Política

Alopradino, o filho boiola – Parte I

Alopradino, o filho boiola – Parte I

Eu tive um sonho, não foi um dos melhores; talvez um daqueles pesadelos fortuitos! Defendo a tese de que o nosso cérebro é como se fosse o HD (Hard Disk) de um computador, dispositivo de armazenamento de dados. Chega uma hora que somos obrigados a “limpar a memória” por estar cheia, lotada de merda – na maioria das vezes! Nos humanos, a “descarga” acontece através dos sonhos, bons ou ruins. Meu cérebro ficou muito tempo, prováveis seis anos, recebendo estímulos dos órgãos sensoriais que captavam as “sujeiras” do mundo político – mesmo passando o Avast Free Antivirus, as imundices não podiam ser compartilhadas com ninguém. Se fossem divulgadas certamente eu enfrentaria problemas. Não sei agora. No tal suposto pesadelo eu me vi participando duma conversa familiar, com personagens familiares. Vou repetir para os desavisados de plantão: A estória contada abaixo não passa de um sonho, ou melhor, de um pesadelo fortuito, de modo que não quero me comprometer com semelhanças ou coincidências. A vida real já é dura demais.

A “IA”, Inteligência Artificial, ou, “AI”, Artificial Intelligence, me mandou um significado interessante sobre “trauma”. “O trauma é uma resposta intensa a um evento que ameaça a integridade física ou emocional, superando a capacidade de enfrentamento da pessoa. Pode ser físico (lesões, acidentes, quedas) ou psicológico (abuso, violência, perdas, desastres). Os sintomas incluem medo, revivência da memória, evitação e, em casos graves, o TEPT. O tratamento exige atendimento médico especializado ou psicoterapia”. Fui ver o que significa TEPT: “Transtorno de Estresse Pós Traumático”. Não vou me alongar mais sobre o assunto porque tem muita gente querendo saber como foi o meu pesadelo quando me encontrava no meio duma conversa familiar, segundo detalhes lembrados. O que vamos ler daqui pra frente se encaixa no conceito da “IA”.

Assim começa a conversa familiar:  

Meu marido, eu acho que o nosso filho está com seríssimos problemas mentais! Nos últimos tempos eu tenho observado o seu estranho comportamento, calado, pelos cantos da casa, mudou de mau pra pior. Confesso a você que estou muito preocupada com ele, a ponto de perder o sono quase toda noite. Pra você ter uma ideia do que estou falando, o nosso filho, muito estudioso no passado, está rasgando livros importantes, que um dia serviram para a sua formação, mas que agora ele entende que servem para a sua “desconstrução teórica”, porque, segundo ele, a antiga literatura ensina exatamente o contrário do que ele hoje prega e pratica. Alopradino deve estar vivendo noutro mundo – certamente não é o da lua. Coitado!

Eu nunca falei isso pra você, mulher, vou falar agora. Quando o nosso filho ainda era pequeno, na fase da puberdade, eu o flaguei num ato extremamente desagradável. Saiba você que, num belo dia, ao chegar do trabalho, eu vi com os meus próprios olhos – que um dia a Terra há de comê-los – o nosso filho enrabando (ter sexo anal como elemento ativo) literalmente o filho do nosso vizinho! Pois bem, com ar de grande satisfação e imenso orgulho de pai, eu fui correndo chamar o nosso vizinho, pai do enrabado, para ver aquela dantesca cena, digna de um filme pornográfico. Até aquele momento o nosso filho era o ator principal.

– Não acredito nisso meu marido!

– Calma, tem mais. Quando chegamos ao local da libidinagem, os meninos tinham mudado de posição; nosso filho Alopradino era a mulher da vez, gemia, gemia compulsivamente ao ser enrabado! Assustado com o brado retumbante do nosso vizinho (pai do comedor da vez), “Puta merda, que cena legal, inesquecível”, o nosso filho saiu correndo de calças arriadas e foi se esconder debaixo da saia da avó, protetora como sempre. A velha tentou consolá-lo, dizendo que aquilo tudo era normal naquela idade. “Quando eu tinha a sua idade meu neto, eu também passei por coisas semelhantes” – completou a velha, sua mãe. Fico imaginando que coisas são essas.

É meu marido, eu acho que esse foi o principal motivo que fez Alopradino mudar tanto, não existe outra explicação. As lembranças da primeira vez que o nosso filho deu a bunda afetaram os seus neurônios, mexeram com o seu comportamento (hostil), influenciaram negativa e decisivamente na sua personalidade, que já era perturbadora depois que soube que o filho do vizinho espalhou o acontecido em todo o bairro, mentindo que não dera a bunda primeiro! Quem dá o CU não conta que deu, não assume!

Continua na Parte II…

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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