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Política

A estupidez tem limite.

A estupidez tem limite.

Se você perguntar a um jornalista de meia-pataca o que significa tópico frasal e quais são as sete perguntas fundamentais na sua construção, com absoluta certeza não saberá responder, ou tentará enrolar pra vergonha não ser maior. Recentemente eu fiz esta pergunta a um deles, que serviu para comprovar a minha suspeita. Percebi que a cara do indivíduo permaneceu sem alteração, de modo que não houve mudança do seu estado normal, sem franzir a testa; a cara, nem de longe ficou vermelha. É isso aí.

As sete perguntas fundamentais na construção do tópico frasal, uma espécie de ideia central ou nuclear do parágrafo de desenvolvimento: Quem? Fez o quê? A quem? Quando? Onde? Por quê? Agiu sozinho? Agora, vamos juntos construir o parágrafo de desenvolvimento: “O TSE matou a Democracia no domingo, 30 de outubro de 2022, dia do segundo turno das Eleições, em Brasília, com o objetivo de abrir o caminho para a Esquerda tomar o Poder da República, para tanto, contou com a interferência direta dos membros do Foro de São Paulo (FSP)”.

Falar sobre a lisura no pleito, sobre os envolvidos, sobre as motivações políticas, sobre as consequências, etc, tudo isso será desenvolvido nos próximos parágrafos da matéria jornalística; isenta, se for escrita por profissional da imprensa comprometido com a verdade dos fatos – doa a quem doer. Nas redações, de um modo geral, hoje vive-se um clima de incondicional e absoluta guerra de adjetivos, qualidades essas que se transformam quase que imediatamente em substantivos, nomeando seres reais ou imaginários, concretos ou abstratos. Se eu for entrar no campo da metáfora e da semântica tenho assunto pra sete dias. Verdade é que, os profissionais de imprensa que restaram, com total isenção, são pouquíssimos – os melhores ainda usam papel e lápis para descreverem os fatos. Para alguns destes bons jornalistas, a tecnologia é um monstro assustador que distorce sentimentos.

Os profissionais de imprensa do passado, que fizeram carreira em redações à base de papel, lápis, caneta e máquina de datilografar (Remington, Royal, Corona e outras), usavam de honestidade na coleta das informações, que viravam notícias, algumas extraordinárias, deixando exclusivamente para os leitores das matérias a oportunidade de formarem o seu próprio juízo de valor. Eu cheguei a fazer plantões em algumas dessas históricas redações. As novas gerações de jornalistas, imbecis na sua maioria, seguem à risca a cartilha dos veículos para os quais trabalham, são obrigados a seguir o viés político-ideológico da Indústria Cultural, caso contrário são colocados no olho da rua. Trocar o juramento feito na formatura e a bela missão da profissão por falsas promessas de continuidade no emprego é burrice explícita, é vender a alma ao Diabo. O pior é que essas cavalgaduras causam um estrago danado na sagrada liberdade de expressão/opinião. Uma geração envernizada que faz uso de sofisticados Softwares e teclados HyperX Alloy Core RGB para promover o estelionato dos fatos. Tudo é um jogo perigoso. A estupidez tem limite.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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