Modo de ver, de sentir a respeito de um determinado assunto; parecer. As pessoas opinam segundo conceitos particulares, íntimos; formados a partir da estrutura do saber – nesse sentido, não há rigidez estética, tampouco um compromisso formal com a verdade explícita; ao contrário do jornalismo tradicional, que precisa de uma ou mais fontes, sejam pessoas, documentos, instituições, etc, que fornecem periodicamente informações ao repórter.
Daí se conclui que podemos falar o que bem entendemos e quando o assunto é colocar no papel, tratamos logo de desconversar. Pelo menos essa prática se sobressai à teoria. Por verdades também endossamos as nossas opiniões – quando queremos que elas sejam independentemente se é livre a manifestação do pensamento, por teoria. Fato é que sempre tem gente disposta a ouvir o que dizemos numa “opinião disfarçada” e outras pessoas há que ouvidos de mercador fazem na constatação da “opinião declarada” – quando dita.
A gente também opina quando quer. Não é sempre que estamos dispostos ou predispostos, sobretudo quando achamos que os temas são desinteressantes ou que simplesmente provoquem desinteresse, segundo ouvidos alheios. Pensar; falar; escrever. Três verbos, três ações. Tem coisas que a gente pensa, fala e escreve. Outras há que pensamos, não falamos e não escrevemos. O pensar é isso – simplesmente refletir, cogitar, raciocinar, meditar. Por consequência, falamos ou não o que se passa na nossa cabeça e nem tudo se escreve, ou quase. Verdade é que nunca dizemos ou escrevemos tudo o que queremos, mas ouvimos. Diz a máxima:
Augusto Avlis
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