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Política

Carpideira.

Carpideira.

“Direitos fundamentais são aqueles inerentes à proteção do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana. Elencados na Constituição Federal, possuem a mesma finalidade que os direitos humanos. A diferença se dá no plano em que são instituídos: se os direitos declaram, as garantias fundamentais asseguram”.

Se para alguns o Hino Nacional não provoca arrepio na pele e não desperta o sentimento de patriotismo, para a maioria dos brasileiros normais, ouvi-lo (geralmente só a Parte I) significa manifestação de puro respeito, a representação da Pátria, a exaltação a sua história, o simbolismo das lutas pelas liberdades, a revelação da identidade do povo, o reflexo do que somos perante o mundo – o Hino Nacional Brasileiro é o maior porta-voz da Nação. “Lógica Teórica” não aplicada na medida em que as “garantias fundamentais” estão ameaçadas, portanto, os “direitos declarados” perdem o valor atribuído. A corda bamba arrebentou e não dá pra segurar no trapézio – bater com a cara no chão diante do público acaba com a dignidade de qualquer um. Simples assim. Retóricas são retóricas; ações são ações. Atitudes são dependentes.

Hino Nacional, sentimento de patriotismo, direitos fundamentais, dignidade da pessoa humana, Constituição Federal, direitos humanos, garantias fundamentais. O que tudo isso representa no contexto? Está tudo inter-relacionado, mas que foge à compreensão dos brasileiros anormais. Como devemos nos comportar ao ouvirmos o Hino Nacional? Consulte a LEI No 5.700, DE 1º DE SETEMBRO DE 1971. Art. 25. Será o Hino Nacional executado: III§ 5o Em qualquer hipótese, o Hino Nacional deverá ser executado integralmente e todos os presentes devem tomar atitude de respeito, conforme descrita no caput do Art. 30 desta Lei. Como se comportam os jogadores de futebol nas competições, e por extensão os torcedores, com atitude de respeito? Como mudar o país? A falta de educação é um paradigma sobremaneira explorado pela Esquerda vermelha e seus admiradores – os fins acabam sendo atingidos.

Mas nem tudo está perdido. Saibam os senhores que tentam denegrir os nossos sagrados valores, que os verdadeiros cidadãos deste país são capazes de molhar o chão com o seu sangue para vê-lo livre do desejo de vingança daqueles que querem dominá-lo com finalidades inconfessáveis. Não duvidem da reação do povo de bem, caso contrário a nossa Terra ficará da mesma cor de um pomar por época da floração dos jambeiros. Para uma parcela representativa da população, infelizmente, tudo o que está ocorrendo agora, com relação ao cerceamento das liberdades e risco concreto à nossa Democracia, ficará pra trás, e o esquecimento será o melhor antídoto para aqueles que se negam a enxergar os fatos e, sobretudo, que se omitem, que não pretendem participar da reconstrução das combalidas Instituições, seja através do voto limpo e confiável, seja por intermédio de manifestações pacíficas, com pautas definidas e plena consciência das reivindicações.

Qual o Brasil que de fato queremos? Antes de responder esta pergunta, deveríamos responder outra: Qual Brasil deixaremos para as futuras gerações? O imediatismo nos faz agir segundo interesses de momento sem considerar as consequências futuras, por isso passamos a vida toda costurando uma colcha de retalhos que se rasga a cada crise de identidade. Fato é que as experiências são construídas a partir de boas ou más realizações – inclusive nas tentativas. Todavia, frente ao cenário de radicais mudanças (necessárias), reformular regimes nem sempre é possível, tampouco proposta promissora.

O Marketing político com suas mensagens subliminares cada vez mais atraentes se encarrega de nos “imbecilizar” – nem precisa sair de casa para ser atingido. Há pouco tempo importamos dos Estados Unidos a expressão “Fake News” como bons macacos de imitação. Achamos bonito, gostamos e adotamos no nosso cotidiano, sem nos aprofundarmos no seu real conceito e/ou significados. Compramos ideias e apostamos no absurdo. Quando o chão da Pátria ficar da mesma cor por época da floração dos jambeiros, talvez ganhemos experiência pondo em prática uma boa realização: dar uma de Carpideira – profissão ancestral que consiste em chorar em enterros.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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